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Sauber Junior Team 2019

O time já está quase completo. Com a criação do Sauber Junior Team, anunciado nesta terça, todas as equipes da F1, com exceção de Williams e Haas, têm programas de desenvolvimento de jovens pilotos.

Ou seja, chegar à principal categoria do automobilismo mundial de maneira independente, sem vínculo com alguma escuderia, está cada vez mais difícil.

Mas por que alguém aceitaria fazer parte do programa da Sauber?

Essa é uma resposta difícil. É que a equipe suíça está em uma situação mais complicada que suas adversárias. Por causa do acordo de patrocínio com a Alfa Romeo, uma de suas duas vagas na F1 é destinada a um piloto indicado pela Ferrari. No ano passado, foi Charles Leclerc, e agora este posto é de Antonio Giovinazzi. E não é difícil imaginar que Mick Schumacher deverá ocupar o carro daqui a alguns anos.

Ou seja, pela outra vaga a briga será entre os integrantes do programa da escuderia, competidores mais experientes e gente endinheirada, que poderá ajudar a fechar o orçamento no fim do ano. Não é, portanto, um programa com promoção garantida até a F1.

Talvez a necessidade de ser criativa para atrair novos talentos obrigou a Sauber a estruturar sua iniciativa de forma diferente das demais equipes.

Na Red Bull, por exemplo, os pilotos juniores têm suas carreiras pagas pela equipe de F1 e são colocados nos principais times das categorias de acesso. No caso da Sauber, ela fechou acordo com a equipe Charouz, que está presente na F2, na F3 e na F4. Ou seja, seus integrantes precisarão correr por essa escuderia e não podem levar o dinheiro para outras.

A única exceção é a F4, na qual a Charouz não tem um time próprio. Ela é inscrita pela US, esquadra de Ralf Schumacher. E a vaga na F4 é justamente a mais interessante, por se tratar do time atual campeão da versão alemã do certame.

Na F2, a Charouz estreou em 2018 e se mostrou uma esquadra mediana. Conquistou duas vitórias, mas ambas foram em corridas com o grid invertido. Ou seja, para quem quer chegar à F1, é mais interessante andar por Carlin, Prema, ART ou Dams neste momento.

Sauber na F4 2019

Justamente pelo programa da Sauber na F4 ser em uma equipe de ponta – e com mais vagas – é que lá estão os pilotos mais promissores.

O principal é Theo Pourchaire, francês de apenas 15 anos. Por causa da idade – tinha 14 no começo de 2018 -, ele pôde disputar a temporada passada da F4 Francesa, mas sem somar pontos. Mesmo assim, obteve uma vitória e outros dois pódios na campanha. Dessa vez, vai correr na F4 Alemã, sendo um dos mais jovens do grid, mas com certa experiência nos monopostos.

Alessandro Ghiretti, também francês e atual campeão da F4 do Sudeste Asiático, é o segundo representante. É verdade que a categoria da Ásia tinha um grid pequeno e enfraquecido, mas o piloto não fez feio ao acumular 14 vitórias. Resta saber se ele conseguirá repetir o domínio na Europa.

E Roman Stanek, vindo do kart, completa o trio da F4.

Sauber na F3 2019

Quem lidera a Sauber na F3 é justamente o atual campeão da F4 Alemã, Lirim Zendeli. Não que ele seja um piloto ruim. Pelo contrário, mas precisou de três temporadas na categoria de acesso para ficar com o título. Assim, há dúvidas sobre se ele conseguirá se adaptar rapidamente ao equipamento da F3.

Fabio Scherer, dono de uma pole e um pódio nas 30 corridas da temporada passada na F3 Euro, é o segundo piloto. Seu desafio será ampliar esses momentos promissores e andar na frente de forma constante ao longo da temporada.

E Raoul Hyman, atual campeão da F3 Asiática, completa o trio. A única crítica a ele é que desde 2015 corre em categorias equivalente à F3 e só agora tem mostrado resultado. Em sua defesa, dividir a vida nas pistas com a faculdade de direito pode ter atrapalhado sua progressão no esporte a motor.

Sauber na F2 2019

Por fim, na F2, os pilotos da Sauber Charouz serão Callum Ilott, que também integra a Academia da Ferrari, e Juan Manuel Correa.

Ilott é considerado bastante talentoso, mas nos dois últimos anos andou pelas melhores equipes dos campeonatos em que correu (Prema, na F3 Euro 2017 e ART na GP3 2018) e foi derrotado. E Correa fechou apenas em 12º no ano passado na GP3, sem nem sequer ter subido ao pódio. Difícil entender sua presença na iniciativa da Sauber sem levar em conta o fator financeiro.

Lirim Zendeli, F4, Fórmula 4, Adac F4, US
Lirim Zendeli foi o campeão da F4 Alemã em 2018 – foto: adac/divulgação

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