Felipe Drugovich na F3 2019

É verdade que 2018 foi um ótimo ano para Felipe Drugovich. O brasileiro disputou 22 corridas, venceu 16 delas e conquistou os títulos da Euroformula Open e do MRF Challenge.

Mas foi em 2017 que ele tinha surgido para o automobilismo internacional. Naquele ano, o jovem piloto venceu sete vezes na F4 Alemã. Em comparação nenhum outro competidor chegou em primeiro em mais que três oportunidades. Só que Drugovich teve uma campanha marcada por incidentes (sendo por culpa dele ou não), que constantemente o obrigavam a fazer corridas de recuperação, tanto que nem sequer pontuou em seis corridas naquele ano.

Por causa dos altos e baixos, o brasileiro ficou com a terceira colocação na tabela de pontos, atrás de Juri Vips e de Marcus Armstrong, ambos da Prema.

Em 2018, enquanto Drugovich se dedicou à Euroformula em 2018, seus dois antigos concorrentes se mudaram para a F3 Euro, categoria conhecida por ter um grid mais forte, e foram muito bem novamente.

Armstrong, que integra a Academia da Ferrari, liderou o campeonato após as etapas iniciais, enquanto Vips cresceu na segunda metade da temporada, período no qual conquistou três triunfos e se tornou um dos melhores do grid em classificações.

Ou seja, ficava a dúvida do que Drugovich poderia ter feito caso tivesse corrido na F3 Euro no ano passado.

Felipe Drugovich 2019

Em 2019, será possível ter uma ideia. É que o brasileiro foi anunciado nesta quinta-feira como novo piloto da Carlin na F3 (novo nome da GP3). Nesse certame, ele reencontrará seus antigos rivais: Armstrong já foi confirmado pela Prema, enquanto Vips, agora fazendo parte do Red Bull Junior Team, andará pela Hitech.

Vai ser uma boa oportunidade para comparar o trio e ver se Drugovich ter disputado um campeonato menos competitivo em 2018 – a Euroformula Open – pode ter prejudicado seu desenvolvimento como piloto.

Mas também é necessário levar em conta que a Carlin, ao menos a princípio, faz parte de um segundo escalão da F3. A expectativa é que ART e Prema sejam as favoritas, com o time do brasileiro, Trident e Hitech logo atrás.

A falta de foco tem sido um problema da Carlin nos últimos anos, já que a esquadra está em praticamente todos os campeonato do automobilismo mundial. É assim: quando o time britânico investe pesado em um campeonato, normalmente ele é imbatível. Mas não dá para se dedicar da mesma forma a todos eles. E isso o piloto brasileiro pôde ver de perto. Afinal, na própria campanha do título da Euroformula em 2018, ele cansou de terminar na frente dos carros da Carlin.

E será só após as primeiras corridas da temporada que vai dar para perceber se a F3 será uma prioridade da escuderia em 2019.

De qualquer forma, se nada sair errado, a expectativa é ver Drugovich lutando por pódios e vitória nas corridas com o grid invertido, ao menos enquanto se adapta à categoria. Ainda mais porque vai enfrentar adversários que já estavam na GP3 e que conhecem as pistas, equipes, regulamento e pneus.

Depois, a expectativa é que ele se imponha, ande entre os primeiros, e pode-se considerar que ele corre por fora na luta pelo título.

Na Carlin, o brasileiro será companheiro do japonês Teppei Natori, protegido da Honda. Já Logan Sargeant, que testou pela Indy Lights nesta semana, é forte candidato a ficar com a terceira vaga. Pedro Piquet também deve tomar parte do campeonato, mas ainda não anunciou seus planos para 2019.

Você pode clicar aqui para ver como está sendo a formação do grid da F3 2019.

sergio sette camara f2 hungaroring
Sergio Sette Câmara defendeu a Carlin em 2018 – foto: Zak Mauger/fia f2/divulgação

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