O'Neill Muth Toyota Racing Series 2019

Problemas no intercâmbio

Pedro Piquet teve uma surpresa para lá de desagradável, em 2014, quando decidiu disputar a Toyota Racing Series.

Naquele ano, o brasileiro fazia sua transição do kartismo para os monopostos e decidiu tomar parte do campeonato neozelandês, realizado em cinco fins de semana consecutivos em janeiro e em fevereiro, para acelerar sua adaptação aos carros de fórmula e se preparar melhor para o resto do ano.

Só que após duas etapas ele foi impedido de correr. O motivo era a idade. Com 15 anos na época, o piloto não tinha a licença necessária para participar do certame – permitido somente para competidores a partir dos 16.

Ele até tentou argumentar dizendo que tinha uma licença temporária expedida e que outro piloto do grid, o russo Matevos Isaakyan, tinha a mesma idade que ele e estava correndo normalmente. Mas não teve jeito. O desfecho foi encurtar o intercâmbio neozelandês e voltar ao Brasil.

Depois Piquet fez as pazes com a Nova Zelândia, correndo por lá em 2016 e 2017, sendo vice-campeão no último ano.

Por que estou relembrando a história de Piquet agora em 2019? É que a situação voltou a se repetir na atual temporada da Toyota Racing Series.

O belga O’Neill Muth, que participou da F4 Francesa no ano passado, viajou para a Nova Zelândia e esperava ser companheiro de equipe do irmão, Esteban Muth.

O resto da história já dá para adivinhar. O’Neill tem 15 anos de idade e, assim como Piquet há cinco anos, foi impedido de correr. E olha que o brasileiro ainda chegou a andar nas duas primeiras etapas daquela temporada. No caso do belga, nem isso.

Mas diferentemente de Piquet, O’Neill resolveu permanecer na Nova Zelândia nas cinco semanas de TRS. Além de dar apoio ao irmão – que vem sendo um dos destaques da temporada deste ano -, ele participa dos treinos coletivos, realizados às quintas-feiras. Como essas são sessões privadas de testes, então a regra da idade mínima não se aplica.

É claro que o jovem piloto gostaria de estar competindo normalmente na temporada. Mas ao menos tem aproveitado a passagem pelo país da Oceania para ganhar um pouco mais de quilometragem em monopostos, situação rara neste começo do ano em que diversas pistas da Europa e dos EUA estão debaixo de neve.

Kenny Smith de volta

Se O’Neill Muth está fora das corridas da Toyota Racing Series, o grid ganhará um reforço para a última etapa da temporada, neste fim de semana, em Manfeild. E um que não precisa se preocupar com limite de idade.

É Kenny Smith, de 77 anos (você leu certo), considerado uma lenda do automobilismo neozelandês e mentor de pilotos da geração de Scott Dixon.

Todos os anos Smith costuma participar de uma ou duas etapas da TRS, e dessa vez não será diferente. Com ele, o grid chegará a 17 carros no GP da Nova Zelândia, a última corrida do ano.

A decisão da temporada, aliás, promete ser bastante emocionante, já que apenas cinco pontos separam os neozelandeses Liam Lawson e Marcus Armstrong no topo da tabela. Lucas Auer, 53 pontos atrás, ainda tem uma chance mínima de título.

Pedro Piquet Toyota Racing Series
Pedro Piquet voltou à Toyota Racing Series em 2016 e 2017

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s