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12 Horas de Bathurst e o início do IGTC 2019

IGTC. Essas quatro letras indicam o campeonato da moda no automobilismo mundial em 2019.

É o Intercontinental GT Challenge, nada mais que um grande mundial de carros GT, com cinco corridas em cinco continentes diferentes. Sua primeira etapa acontece neste fim de semana, nas 12 Horas de Bathurst, na Austrália.

Nesta semana, enquanto pilotos e equipes desembarcavam em solo australiano, o certame ganhou mais importância com a confirmação da participação de Nissan, Honda e Ferrari em tempo integral. Como Audi, Mercedes, Porsche, BMW e Bentley já haviam sido anunciadas, a categoria terá oito montadoras presentes. Número maior que as seis do WEC ou as quatro da F1.

O IGTC surgiu a partir de uma boa sacada da SRO. Se os diferentes campeonatos de GT3 ao redor do mundo são disputados com praticamente o mesmo pacote de regras e usando os mesmos modelos de veículos, então não tinha motivos para as montadoras mandarem seus carros de um lado a outro do planeta. Afinal, eles já estão lá. É mais fácil apenas embarcar pilotos, técnicos e engenheiros para dar suporte aos times já existentes.

Isto é, só para pegar um exemplo, em vez de a WRT, a principal equipe da Audi na Europa, levar todos os seus equipamentos (os carros e as estruturas dos pits, entre outros) para as etapas, basta só enviar seus integrantes, como os pilotos Dries Vanthoor e Christopher Mies e engenheiros. Afinal, há escuderias do GT Australiano usando o mesmo Audi que corre na Europa.

Dessa maneira, os custos diminuem. E é possível montar um calendário começando neste fim de semana na Oceania, correndo nos EUA em 30 de março, seguido por etapas em Spa-Francorchamps, em julho, Suzuka, em agosto, e Kyalami, na África do Sul, no fim de novembro.

São poucas as escuderias que de fato mandam seus carros – por navio ou avião – entre cada prova.

E, além das equipes que contam com dinheiro das montadoras para participar do IGTC, cada etapa acaba reunindo times dos próprios países sede. Em Bahturst, dos cerca de 40 participantes das 12 Horas, são 20 carros registrados no Intercontinental GT Challenge e outros 20 de times da Austrália, Nova Zelândia e Ásia.

Augusto Farfus nas 12 Horas de Bathurst

Ganhador da divisão GTLM das 24 Horas de Daytona, no último fim de semana, Augusto Farfus é o único brasileiro confirmado em todas as etapas do certame, mais uma vez pela BMW.

Em Bathurst, ele terá como companheiros o alemão Martin Tomczyk, vindo do DTM assim como o brasileiro, e Chaz Mostert, veterano da Supercars e com experiência de sobra em Mount Panorama.

Mas outros representantes do país também devem competir em etapas ao longo do ano. Em 2018, Daniel Serra, Felipe Fraga e Rodrigo Baptista estiveram ao menos uma vez no grid do certame.

O atual campeão da categoria é Tristan Vautier, que teve passagem pela Indy há alguns anos. O francês compete pela Mercedes, mas não estará na Austrália neste fim de semana. Após as 24 Horas de Daytona, ele precisou ser substituído de última hora por ter contraído uma forte gripe.

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Augusto Farfus vai pilotar uma BMW nas 12 Horas de Bathurst do IGTC – foto: BMW/eversports/divulgação

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