felipe nasr daytona

Quem são os brasileiros nas 24 Horas de Daytona?

Confira abaixo quem são os pilotos brasileiros na edição de 2019 das 24 Horas de Daytona, além de um breve currículo deles e a experiência de cada um deles em corridas de longa duração.

Christian Fittipaldi (Action Express Cadillac nº 5): Fazendo a última corrida de sua carreira no esporte a motor, Fittipaldi tem passagem por F1, Indy e Nascar. Nas corridas de longa duração, soma três vitórias nas 24 Horas de Daytona (2004, 2014 e 2018) e foi bicampeão da Imsa (2014 e 2015). Também tomou parte das 24 Horas de Le Mans em três oportunidades, mas nunca terminou entre os dez primeiros.

Felipe Nasr (Action Express Cadillac nº 31): Depois de duas temporadas de altos e baixos correndo pela Sauber na F1, Nasr com sucesso fez a transição para as corridas de longa duração dos EUA, tanto que é o atual campeão da Imsa. Mas falta para ele vencer alguma corrida importante da modalidade, como Daytona, Sebring ou Petit Le Mans. Objetivo que estará mais próximo neste ano, já que terá o compatriota Pipo Derani como parceiro.

Também tomou parte da ELMS e das 24 Horas de Le Mans em 2018, mas teve resultados fracos, pois andava pela Cetilar Villorba Corse, uma das escuderias mais fracas do certame.

Pipo Derani (Action Express Cadillac nº 31): Se para Nasr falta vencer alguma das corridas mais conhecidas do endurance, Derani já tem um currículo recheado nelas. Andando pela escuderia Extreme Speed (que fechou as portas no fim do ano passado), ganhou, em 2016, as 24 Horas de Daytona e também as 12 Horas de Sebring, prova em que voltou a triunfar no ano passado. 

Para 2019, Derani foi contratado pela Action Express, escuderia que levou quatro dos últimos cinco títulos da Imsa, formando com Nasr uma das duplas mais fortes do campeonato.

Helio Castroneves (Acura Penske nº 7): Mais conhecido pelas suas três vitórias nas 500 Milhas de Indianápolis e por ser o grande campeão de uma das edições da Dança dos Famosos dos EUA, Castroneves tem, sim, bons resultados em corridas de longa duração. Seu principal triunfo foi na Petit Le Mans, de 2008, na divisão LMP2. A vitória aconteceu às vésperas do julgamento que enfrentou na Justiça americana por fraude fiscal – no qual foi absolvido – e serviu para tirar o foco do processo e mostrar que estava em condições de competir em alto nível.

Desde o ano passado, a Penske resolveu tirá-lo da Indy e colocá-lo no time que estreava na Imsa. Seu principal resultado foi em Mid-Ohio, onde largou na pole e venceu.

Rubens Barrichello (JDC Miller Cadillac nº 85): Recordistas de GP na F1, categoria na qual obteve 11 vitórias, Barrichello retorna para as 24 Horas de Daytona após dois anos longe da corrida. Lembrando que no ano passado, nesta mesma época, ele estava internado em um hospital com suspeita de AVC.

Em Daytona, seu melhor resultado foi o segundo lugar, em 2016, no carro 10 da Wayne Taylor, o mesmo que terá Fernando Alonso neste ano. Campeão da Stock Car em 2014, só fez sua estreia nas 24 Horas de Le Mans três anos mais tarde.

Augusto Farfus (RLL BMW nº 25): Nem era para Farfus estar disputando as 24 Horas de Daytona neste ano. Escalado pela BMW para participar do WEC e do Intercontinental GT Challenge em 2019, o brasileiro foi chamado às pressas depois que Tom Blomqvist, titular da equipe alemã, teve problemas com o visto.

Após sete anos no DTM, Farfus terá vida nova em 2019. Vai correr pela Hyundai no WTCR e continuará fazendo provas de GT pela BMW. Nas provas de longa duração, venceu as 24 Horas de Nurburgring de 2010. E no ano passado ganhou a Copa do Mundo de carros GT, em Macau.

Felipe Fraga (Mercedes-AMG Team Riley nº 33): Campeão da Stock Car em 2016, Fraga é o brasileiro com maior chance de vitória na divisão GTD das 24 Horas de Daytona, onde vai dividir a sempre favorita Mercedes de número 33 com Jeroen Bleekemolen, Ben Keating e Luca Stolz.

Desde o ano passado, o brasileiro tem participado de corridas da Blancpain Endurance Series e do Intercontinental GT Challenge, sempre pela marca alemã, andando com frequência entre os dez primeiros. Também esteve na Petit Le Mans, no fim do ano passado.

Bia Figueiredo (Meyer Shank Acura nº 57): Bia vai fazer sua estreia em corridas internacionais de endurance em um time feminino, ao lado de Katherine Legge, Simona de Silvestro e Christina Nielsen. Apesar da falta de experiência, chamou a atenção ao marcar a volta mais rápida da divisão GTD na simulação de classificação, em Daytona, no primeiro fim de semana do ano.

Daniel Serra (Spirit of Race Ferrari, nº 51): O maior absurdo desta edição das 24 Horas de Daytona é ver Serra e Chico Longo em carros diferentes. É que eles são parceiros há anos em corridas de GT e endurance no Brasil e no exterior.

Bicampeão da Stock Car, já tem em seu currículo a vitória na classe GTE-Pro, das 24 Horas de Le Mans, em 2017, triunfo na Petit Le Mans no fim do ano passado e poles em Daytona, Sebring e Petit Le Mans. Também tem conquistas no Brasil e na Europa em provas GT, andando normalmente de Ferrari ou de Lamborghini.

Chico Longo (Via Itália Ferrari nº 13): Atual campeão do Endurance Brasil, Longo retorna a Daytona pela primeira vez desde 2015 e levou para os EUA o mesmo time que compete por aqui (operado pela equipe de Thiago Meneghel, da Stock Car). Começou bem, com Marcos Gomes marcando a pole na divisão GTD.

Marcos Gomes (Via Itália Ferrari nº 13): Nos últimos anos, Gomes tem falado em deixar o Brasil para correr nos EUA, na Nascar. Enquanto a mudança ainda não vem, seu cartão de visitas ao novo país foi a pole na divisão GTD para as 24 Horas de Daytona deste ano. Campeão da Stock Car em 2015, ele já tem duas participações na tradicional corrida americana e, no ano passado, venceu os 500 Km de São Paulo ao lado de Longo e Franzoni, em uma espécie de esquenta para a corrida deste fim de semana.

Victor Franzoni (Via Itália Ferrari nº 13): Estreante nas corridas internacionais de longa duração após anos participando dos campeonatos do Road to Indy, Franzoni descolou uma ótima vaga na equipe brasileira Via Itália e tem se saído muito bem. Além de andar constantemente entre os ponteiros na divisão GTD, no fim do ano passado chegou em primeiro nos 500 Km de São Paulo, ao lado de Longo e Gomes, dois de seus parceiros neste fim de semana.

Você pode clicar aqui para ver os horários e resultados completos da edição de 2019 das 24 Horas de Daytona.

Christian Fittipaldi Imsa Daytona
Christian Fittipaldi vai se aposentar após as 24 Horas de Daytona – foto: josé mario dias/fgcom/divulgação

Um comentário sobre “Quem são os brasileiros nas 24 Horas de Daytona?

  1. Cumprimento a todos os pilotos brasileiros participantes das 24h de Daytona 2019. Nós que os conhecemos sabemos da excepcional qualificação técnica e profissionalismo de todos.
    Que saiam todos vitoriosos!
    Parabens.

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