Mick Schumacher F3 Prema

Mick Schumacher na Academia da Ferrari

Dois dos nomes mais vitoriosos da história da F1, Schumacher e Ferrari, estão novamente reunidos. Quase 13 anos após Michael Schumacher ter anunciado sua aposentadoria da escuderia italiana, é a vez do filho, Mick, ser contratado para fazer parte do programa de jovens pilotos de Maranello.

Antes de fechar com a Ferrari, Schumacher – o filho – contou com o apoio da Mercedes, outra montadora que seu pai defendeu ao longo da carreira, embora Mick nunca tenha feito parte do time júnior da fabricante alemã. Nos últimos dois anos, o filho do heptacampeão da F1 correu com motores Mercedes na F3 Euro, e, inclusive, há a suspeita de que ele teve à disposição um propulsor mais potente para as últimas etapas, quando arrancou rumo ao título.

Se já havia essa relação com a Mercedes, então por que Mick Schumacher escolheu defender a Academia da Ferrari?

A resposta passa pelo histórico de sua família em Maranello, onde Michael venceu cinco títulos mundiais, mas também por Charles Leclerc e Antonio Giovinazzi, dois pilotos que a Ferrari levou à F1, estarem no grid de 2019, enquanto Esteban Ocon, considerado o futuro da Mercedes na categoria, nem sequer ter arrumado vaga para correr neste ano.

Assim, com o acordo com a Academia, a possibilidade de o sobrenome Schumacher voltar à F1 a partir de 2020 é real.

Mas o mais provável é vê-lo na principal categoria do automobilismo mundial somente em 2021. É que o jovem piloto alemão costuma demorar a se adaptar quando desembarca em um campeonato, como será o caso neste ano, estreando na F2.

Quando promoveu Leclerc para ser companheiro de Sebastian Vettel, a Ferrari usou as redes sociais para encher a bola do novo titular, lembrando que ele terminou entre os quatro primeiros em todas as categorias que passou antes da F1. Schumacher, em comparação, foi o décimo em seu primeiro ano na F4 Alemã, em 2015, e 12º na campanha de estreia na F3 Euro, dois anos mais tarde.

Para tentar mudar esse desempenho ruim como estreante e sacramentar a ida para a F1, o alemão assinou com a Prema para a F2 2019. É o mesmo time que levou Leclerc, então também novato, ao título da categoria há duas temporadas.

Academia da Ferrari na F2 2019

Schumacher, aliás, não será o único representante da Academia da Ferrari na categoria de acesso. Callum Ilott deve correr pela Charouz, enquanto Giuliano Alesi vai estrear pela Trident.

No degrau abaixo, na F3 (antiga GP3), o programa de Maranello terá o neozelandês Marcus Armstrong e o russo Robert Shwartzman, ambos também pela Prema e desde já apontados entre os favoritos para ficar com a taça. Ou seja, com três pilotos atualmente na F2 e outros dois na F3 – e que devem subir de categoria em 2020 – a Ferrari terá cinco jovens brigando ao mesmo tempo por assentos cada vez mais raros na F1.

E é óbvio que não terá espaço para todo mundo. Lembrando que, pelo acordo de patrocínio da Alfa Romeo, a Ferrari tem direito a colocar um de seus pilotos na Sauber. Foi nessa vaga que Leclerc estreou na na temporada passada, e Giovinazzi vai correr neste ano.

Com tanta concorrência por essa única vaga e uma eventual prioridade de Schumacher, é bom os outros pilotos do programa júnior de Maranello ficarem de olhos bem abertos, pois podem cair no limbo de não serem aproveitados pela Ferrari nem conseguirem negociar com outras equipes por caus do vínculo que têm com a escuderia italiana.

Fittipaldi e Petecof

Além do anúncio da contratação de Schumacher, a Academia da Ferrari confirmou que os brasileiros Enzo Fittipaldi e Gianluca Petecof continuam no programa neste ano.

Atual campeão da F4 Italiana, Fittipaldi vai subir para a F-Regional (equivalente à F3 Europeia) pela Prema e é considerado um dos favoritos a ficar com o título.

Já Petecof, que chegou a testar o carro da F-Regional, permanecerá, também pela Prema, por mais um ano na F4 e deve competir tanto na Italiana quanto na Alemã. Ainda é bom esperar a formação do grid, mas a expectativa é que ele lute pelas duas taças.

No caso dos dois brasileiros, ainda é cedo para dizer se a contratação de Schumacher pela Ferrari pode interferir em um eventual chegada deles na F1. Como eles ainda estão em categorias de acesso menores, é complicado prever tudo o que vai acontecer nas próximas temporadas.

Mas, com toda certeza, ganhar os campeonatos que vão disputar neste ano não vai prejudicá-los de maneira alguma.

Você pode clicar aqui para ver como está tomando forma a F4 Italiana 2019 e aqui para a F4 Alemã. Ou então clicar aqui para conferir quem são os pilotos anunciados na temporada inaugural da F-Regional.

Mick Schumacher Prema F2 2019
Mick Schumacher vai correr pela Prema na F2 2019 – foto: prema/divulgação

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