O ressurgimento da divisão LMP1 do WEC

Quando o WEC apresentou as novas regras para a divisão LMP1, passando a promover os hiper-carros, dá para dizer que o campeonato já estava no fundo do poço e continuou cavando.

Era o fundo do poço porque neste ano só restou a Toyota como montadora, e as regras praticamente impedem que qualquer outra equipe vença uma corrida. E o campeonato, que começou abril, só vai terminar em junho do ano que vem, nas 24 Horas de Le Mans.

E a situação piorou após o anúncio de a principal divisão do Mundial abrigar os hiper-carros, que devem estrear no segundo semestre de 2020.

Primeiro, a Ferrari, frustrada com decisões técnicas da FIA sobre o BoP (a equalização dos carros) na edição deste ano das 24 Horas de Le Mans, deixou os grupos de discussão sobre o novo regulamento.

Depois, foi a vez de a Imsa indicar que não adotaria os hiper-carros, preferindo continuar com os atuais DPi. Segundo a categoria americana, o orçamento estimado de 25 a 30 milhões de euros por temporada para dois bólidos no Mundial é muito maior que o pago pelas equipes da divisão protótipos nos EUA.

E, por fim, a Ford também deu a entender que tinha escolhido investir nos DPi – e não nos hiper-carros -, quando o Ford GT for aposentado no fim do ano que vem.

Mas se antes era só tristeza, a situação do WEC está mudando – e para melhor. A primeira boa notícia veio da McLaren. Em meio à ida para a Indy, a equipe afirmou que cogita estrear no Mundial de Endurance no começo de 2021 (na segunda metade da temporada, portanto) para já participar das 24 Horas de Le Mans daquele ano.

E, nesta semana, o site Daily Sportscar publicou que a Ferrari, apesar de ter deixado as discussões, estuda montar seu hiper-carro para correr a partir do segundo semestre de 2021. Segundo a reportagem, a montadora está apenas esperando as regras serem finalizadas para ver se o retorno desportivo, de publicidade e marketing vai compensar os gastos estimados.

Além de McLaren e Ferrari, é provável que a Toyota continue no certame após a mudança para o novo regulamento. Outra montadora que tem interesse na categoria é a Aston Martin, que, assim como os nipônicos, participou de todos os grupos de discussão.

Entre as nanicas, há duas praticamente confirmadas. A americana Glickenhaus, que compete nas 24 Horas de Nurburgring, está construindo sua própria versão do hiper-carro SCG, enquanto a ByKolles pretende seguir no certame.

Mesmo com a futura divisão LMP1 tendo BoP, é pouco provável que Glickenhaus e ByKolles lutem por vitórias. Mas elas engrossam uma lista de inscritos que, no segundo semestre de 2021, poderá ter ao menos seis montadoras na pista. Um número muito maior que alcançado pela principal divisão do WEC com quatro em seus melhores dias: Audi, Porsche, Toyota e Nissan.

Como a organização do campeonato está trabalhando para diminuir o orçamento – estima-se que agora vá precisar de 20 milhões de euros para dois carros por temporada -, a expectativa é que mais fabricantes possam se juntar a ele no futuro.

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