Acompanhar Augusto Farfus em 2019 será um pouco diferente do que estávamos acostumados. É que após sete temporadas no DTM, onde conquistou quatro vitórias e, em 2013, foi vice-campeão – sempre pela BMW -, o curitibano vai se transferir para o WTCR, como piloto de fábrica da Hyundai.

Mas isso não significa o fim de sua relação com a marca alemã. Ele ainda deve completar a temporada no WEC, que termina só em junho de 2019, nas 24 Horas de Le Mans, e participar de algumas das principais corridas de GT – está confirmado para a disputa do Intercontinental GT Challenge (com provas como Bathurst, Kyalami, Spa-Francorchamps, Suzuka e Laguna Seca).

É justamente por defender duas fabricantes diferentes que surgem alguns pontos de interrogação sobre onde o brasileiro poderá competir no ano que vem.

O maior deles é se Farfus poderá defender o título na Copa do Mundo de carros GT, em Macau. Não é absurdo dizer que o triunfo conquistado em novembro foi, em provas individuais, o principal do brasileiro em sua passagem pela BMW.

O problema para ele é que a penúltima etapa do WTCR será realizada no mesmo dia da Copa do Mundo de GT e no mesmo Circuito da Guia. Até hoje, no formato atual – com F3, GT e TCR -, nenhum piloto participou de duas categorias no antigo enclave português no mesmo fim de semana.

Mas esse é um assunto que só deve ser resolvido às vésperas de as inscrições para Macau serem confirmadas. Afinal, se Farfus estiver na luta pelo título do WTCR, é improvável que a Hyundai o libere para também andar na prova de GT, para evitar as consequências de algum eventual acidente.

Outro choque de datas será em Nordschleife, já que o certame de carros de turismo faz a preliminar das 24 Horas de Nurburgring, em maio.

Mas aí a tendência é que ele participe das duas categorias. E não seria um feito inédito. Em 2018, Frederic Vervisch, René Rast tomaram parte tanto do WTCR quanto da corrida de longa duração. A diferença é que os dois pilotos não precisaram lidar com montadoras diferentes, já que defenderam a Audi nas duas disputas.

Por fim, o retorno de Farfus às 24 Horas de Daytona ainda não está confirmado. Desde 2014, o brasileiro tem participado de todas as edições da tradicional prova americana, mas dessa vez ele não aparece entre os pilotos confirmados pela BMW.

A montadora alemã, que apoia a equipe de Bobby Rahal, terá Alessandro Zanardi como principal destaque. O italiano vai dividir um dos carros com Chaz Mostert, Jesse Krohn e John Edwards, enquanto o outro terá Tom Blomqvist, Connor De Phillippi, Philip Eng e Colton Herta. Restaria, assim, buscar uma vaga na Turner, tradicional equipe cliente da BMW nos EUA.

Você pode clicar aqui para ver como o grid do WTCR 2019 está tomando forma.