A melhor temporada da história da F2?

Dá até para afirmar que a temporada de 2018 da F2 foi a mais competitiva da história da categoria, levando em conta também os anos da GP2.

Os motivos? O primeiro é que metade do grid – sem contar as trocas nas etapas finais – foi formada por pilotos com apoio de equipes ou montadoras da F1. George Russell, que conquistou o título neste fim de semana, é apoiado pela Mercedes, Lando Norris e Nyck De Vries têm vínculo com a McLaren, Antonio Fuoco faz parte da Academia da Ferrari, Jack Aitken é bancado pela Renault, cujo reserva é Artem Markelov, Arjun Maini e Santino Ferrucci defendem a Haas, enquanto Nirei Fukuzumi e Tadasuke Makino são da Honda.

Ao longo do ano, Sergio Sette Câmara também passou a fazer parte da McLaren, enquanto Alex Albon assinou primeiro com a Nissan, para correr na Formula E, antes de ser o escolhido para assumir a segunda vaga da Toro Rosso, em 2019.

O outro fator é que o grid de apenas 20 carros – o menor da história do certame – diminuiu a necessidade de pilotos que chegam à categoria apenas devido ao dinheiro que têm e não pelo talento.

Assim, não é por acaso que tanto o campeão, vice e terceiro colocados deste ano deste ano já tenham assinado para competir na F1 em 2019.

Único brasileiro da categoria, Sette Câmara terminou o ano em sexto. Se no ano passado ele havia ganhado uma corrida, desta vez passou em branco. Mas, para compensar, foram oito pódios e uma pole conquistados ao longo da campanha.

O mineiro, assim como Norris, seu companheiro de equipe na Carlin, caiu no limbo de resultados. Isto é, nas corridas principais tinha desempenho para brigar pelo top-3, mas não para vencer. Só que, por causa da regra do grid invertido, o bom rendimento no sábado o fazia largar mais atrás no domingo, diminuindo bastante as chances de brigar por um triunfo.

Ainda que o primeiro lugar não tenha vindo, o ano de Sette Câmara foi bastante positivo. Ele se consolidou como um alguém capaz de lutar pelas primeiras colocações em todas as etapas do campeonato, deixando para trás a imagem de piloto promissor, mas que vive de flashes de brilhantismo.

Para o ano que vem, como não tem os pontos necessários para a superlicença, a tendência seria o brasileiro continuar na F2 e, com a ida de Norris para a F1, liderar a Carlin na luta pelo título. Mas ele também é especulado como substituto de Russell na ART, equipe que defendeu na época em que estava no kartismo, e na Dams, por quem participará dos testes de pós-temporada nesta semana.

Talvez o melhor para ele seja se mudar para uma das escuderias francesas. Não é segredo que a Carlin retornou à F2 por causa de Norris. Ou seja, com a saída do britânico, fica a dúvida o quanto o programa na principal categoria de acesso à F1 será uma prioridade para o time, visto que também compete na F4 Inglesa, F3 Inglesa, F3 Internacional, Euroformula Open, Indy e ainda deve voltar à Indy Lights.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da F2 em Abu Dhabi, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no último fim de semana.

foto: Lukas Raich – CC BY-SA 4.0, link

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