Quem teve a culpa na batida entre Verstappen e Ocon em Interlagos?

uando os pilotos chegaram à sala que antecede o pódio, no GP do Brasil, Kimi Raikkonen quis saber o que havia acontecido com Max Verstappen durante a corrida. “Ocon bateu em mim quando eu estava liderando”, respondeu o holandês.

Foi quando Lewis Hamilton, que havia acabado de entrar, interveio. “Ele tinha o direito de tentar descontar a volta”. Verstappen concordou, mas tentou argumentar que não se deve bater no primeiro colocado da corrida. O britânico nem deu ouvidos. “Ele não tinha nada a perder, você tinha”, respondeu.

Foi com outras palavras, mas o que Hamilton quis dizer é que não importa se Ocon estava ou não errado ao tentar forçar a ultrapassagem para cima do líder da corrida. Na situação, o piloto da Red Bull deveria ter usado o cérebro, deixado o concorrente da Force India passar e seguir rumo a uma fácil vitória em Interlagos.

O jovem da Red Bull é conhecido por ser um dos pilotos mais difíceis de ultrapassar do grid, característica comprovada pelos acidentes com Sebastian Vettel, no Japão, e Daniel Ricciardo, no Azerbaijão, em disputas por posições. E, para Hamilton, nem sempre é preciso jogar duro. Algumas vezes, como no lance com Ocon no S do Senna, valia mais respirar fundo, deixar o desafeto passar e, no fim, ser recompensado com a vitória.

Só que, apesar de Verstappen poder ter evitado o acidente, não dá para dizer que o Ocon foi inocente no lance. Pelo contrário, para a FIA, o francês é que foi o culpado pelo lance e acabou punido – stop and go de 10s e três pontos na carteira.

Em sua defesa, o piloto da Force India havia acabado de fazer a parada nos boxes e tinha o carro mais rápido na pista naquele momento. Na volta 43, completada pouco antes do acidente, o francês tinha anotado o tempo de 1min12s876, sendo 0s3 mais rápido que Verstappen.

Na estratégia da Force India, caso descontasse a volta, teria condições de finalizar a corrida sem ser ultrapassado pelo líder novamente. Como Sergio Pérez, o décimo colocado do GP, terminou uma volta atrás, Ocon, portanto, tinha boas condições de pontuar em Interlagos.

E o regulamento da F1 não impede que um piloto tente descontar voltas que tenha tomado.

O que as regras determinam é que retardatários mais lentos vão levar bandeiras azuis, indicando que é preciso dar passagem para os carros mais rápidos. Quem não obedecer, como aconteceu com Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne em Interlagos, é punido.

Mas Ocon estava mais rápido que Verstappen, então sua manobra estava dentro das regras. Só que ele não aliviou para cima do holandês, causou o acidente que custou a vitória do adversário e acabou penalizado.

Talvez valesse ter pensado duas vezes e tentado uma manobra com menos riscos. Afinal, dá próxima vez pode ser Ocon quem esteja brigando por uma vitória – principalmente se acabar promovido pela Mercede -, e encontre Verstappen no meio do caminho.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos do GP do Brasil de F1, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no fim de semana.

Assista abaixo o vídeo do acidente entre Verstappen e Ocon em Interlagos:

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