Privilégio de acompanhar Lewis Hamilton

Você provavelmente já deve ter escutado a seguinte frase: “somos privilegiados por podermos acompanhar ‘tal esportista'”.

Normalmente, ela é usada para destacar competidores cujo desempenho se aproxima dos maiores da história de sua modalidade. Dá para falar assim de Messi, Cristiano Ronaldo, LeBron James, Roger Federer, Michael Phelps, Usain Bolt, entre muitos outros.

E também de Lewis Hamilton, que conquistou seu quinto título da F1 no último fim de semana.

No que depender do piloto britânico, vamos continuar escutando sobre esse privilégio por mais duas temporadas, pelo menos. No começo do ano, ele renovou o contrato com a Mercedes até o fim de 2020 e, na teoria, é favorito à conquista das próximas taças, já que o futuro de Red Bull e Ferrari estão marcados por pontos de interrogação, devido, respectivamente, ao motor Honda e a transição da era Sergio Marchionne para a de Louis Camilleri no comando.

Mas será que somos privilegiados assim?

Uma coluna publicada no jornal britânico The Telegraph, na última semana, diz que o domínio do piloto da Mercedes pode ser o começo do fim da F1.

Claro que o título ficou exagerado, mas é verdade que, em uma época com inúmeras opções de entretenimento, é muito ruim para qualquer esporte ter seus resultados previsíveis.

O recente domínio de Hamilton e da Mercedes, assim como foi o de Sebastian Vettel e da Red Bull no começo da década, não influencia muito quem é fanático pelo esporte a motor. Estes vão continuar acompanhando as corridas.

O problema é renovar o público e ampliar a audiência. Por que alguém que não é ligado no automobilismo assistiria a um GP já sabendo que as chances são mínimas de outro piloto vencer? Melhor ligar o Netflix e esperar algum plot twist nas séries que acompanham…

E olha que a temporada 2018 teve cinco vencedores diferentes e corridas emocionantes, como os GP da China, Bahrein, Azerbaijão, Alemanha e EUA, entre outras.

Mas, se de um lado houve provas indefinidas até o fim, do outro, corridas como o GP da Rússia, em que Valtteri Bottas cedeu a liderança ao companheiro de equipe, servem para comprovar a previsibilidade da F1.

Ninguém está dizendo que a principal categoria do automobilismo mundial deveria seguir o caminho da Nascar, que vai adotar em 2019 um regulamento o qual, de modo geral, equaliza os carros, aumentando as chances de resultados surpreendentes – e acidentes.

Mas um bom exemplo poderia ser a Indy, com seis equipes diferentes tendo ganhado corrida na última temporada e pilotos de três times distintos lutado pelo título na etapa final.

Ou lembrar que, no não tão distante ano de 2012, cinco times (McLaren, Mercedes, Williams, Ferrari e Red Bull) subiram no alto do pódio nas cinco primeiras corridas daquela temporada – e a Lotus ainda triunfou em Abu Dhabi.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos do GP do México, com a conquista do penta de Hamilton, assim como os das principais categorias do esporte a motor no último fim de semana.

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