A outra F3 americana

Quando a F3 Americas estreou, no começo de agosto, com apenas quatro carros no grid, havia a expectativa de que o número crescesse ao longo da temporada. Principalmente para a última corrida do ano, que será disputada neste fim de semana, no Circuito das Americas, em Austin, como preliminar do GP dos EUA. Afinal, poderia ser a chance de algum jovem piloto impressionar uma equipe de F1 e abrir portas para sua carreira.

Desde então, o grid cresceu, é verdade. Mas bem longe de ser o suficiente. Passou dos quatro competidores da rodada de abertura para seis na lista de inscritos de Austin.

Alguém até pode tentar argumentar que, com os treinos privados de pós-temporada do Road to Indy acontecendo nestes meses e com a F4 USA correndo também neste fim de semana no Texas, não havia muitos pilotos americanos disponíveis para encorpar a F3.

Não é verdade. Basta olhar para Barcelona, onde a Euroformula Open, campeonato já conquistado por Felipe Drugovich, encerrará sua temporada também neste fim de semana.

São quatro competidores dos EUA andando na Espanha, mesmo número que na F3 Americas, sendo que três deles estão participando apenas das últimas etapas da temporada. Ou seja, poderiam ter ido para a F3, caso tivessem interesse.

Dos quase estreantes, o com melhores resultados é Kaylen Frederick (da foto em destaque), que terminou em sexto na USF2000 em 2018, tendo sido o quarto colocado no mesmo certame no ano passado. Antes de Barcelona, ele havia tomado parte da etapa de Monza, tendo feito a volta mais rápida em uma das baterias.

Dev Gore, de 21 anos, é outro vindo da USF2000. Correu por lá em 2017 e foi o 13º na tabela de pontos – último entre aqueles que estiveram em todas as etapas. Na Euroformula, assinou com a Carlin para fazer as três última rodadas da temporada.

E a eles se junta Brad Benavides, vindo do kartismo.

Isso sem contar Cameron Das, primeiro campeão da F4 USA e que tem disputado a temporada completa da Euroformula em 2018, com quatro pódios conquistados até agora.

Quer dizer, se já não está fácil para a F3 Americas atrair pilotos, é um golpe ainda pior ver potenciais competidores preferirem correr em um certame que não faz parte do primeiro escalão na Europa.

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