Como o DTM foi salvo após a saída da Mercedes

Duas mudanças devem garantir a sobrevivência do DTM após a saída da Mercedes no fim da atual temporada – que se encerra neste fim de semana.

A primeira é a chegada da Aston Martin, como terceira montadora. Audi e BMW, as outras duas participantes, já haviam dito que só continuariam na categoria, caso uma substituta para a Mercedes fosse encontrada.

Demorou, e várias fabricantes se negaram, mas enfim a Aston Martin foi confirmada. Ainda não se sabe quando seus carros estarão no grid, mas no anúncio desta quinta-feira, dia 11, foi dito que é possível já em 2019. Falta só definir quantos e quais serão os pilotos – Brendon Hartley, Maxime Martin e Jake Dennis são especulados.

Para que a montadora britânica de luxo pudesse entrar no DTM, foi feita uma pareceria entre as equipes R Motorsport, que já inscrevia carros da Aston Martin em campeonatos GT, com a HWA, responsável por operar a parte de competições da Mercedes.

A outra mudança que pode salvar o campeonato alemão é permitir que equipes privadas compitam.

Até este ano, todas as escuderias presente são apoiadas pelas montadoras. Ou seja, elas recebem para competir e contam com suporte técnico.

Antes da chegada da BMW, em 2012, havia times clientes no DTM, mas eles costumavam andar com equipamento com um ou dois anos de defasagem. A partir de 2019, caso alguma equipe privada queria entrar no certame, ela terá direito aos carros com as mesmas especificações que os de fábrica.

A WRT e a Rowe, que representam Audi e BMW em campeonatos GT, respectivamente, são apontadas como novas participantes, aumentando ainda mais o grid.

E a partir de 2019 a categoria alemã adotará o regulamento Class One, que também passará a valer no Super GT, do Japão. Inclusive, haverá no ano que vem duas corridas misturando os carros de ambos os torneios, uma na Alemanha e outra no país asiático.

A adoção de um regulamento comum é uma forma de tentar atrair as montadoras do certame japonês – Honda, Lexus e Nissan – para o torneio europeu, e vice-versa.

Apesar do sucesso do Class One ser visto como um importante passo para o futuro do DTM, ao menos por enquanto, nenhuma fabricante japonesa se mostrou interessada em competir na Alemanha

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