A F1 seria melhor sem Mercedes, Ferrari e Red Bull?

Faltando apenas quatro etapas, a temporada 2018 da F1 continua indefinida. Após a corrida em Suzuka, a distância entre o líder para o quinto colocado na tabela é de apenas 16 pontos. Ou seja, com 25 em jogo em Austin, tudo pode mudar rapidamente.

Está estranhando esse equilíbrio em um momento de domínio de Lewis Hamilton?

É que essa seria a classificação caso Mercedes, Ferrari e Red Bull fossem excluídas.

Se somarmos os resultados dos GPs ao longo da temporada, mas sem essas três equipes, Nico Hulkenberg é quem estaria liderando a F1 neste momento, com 193 pontos.

Só que a diferença dele para Sergio Pérez, o segundo colocado, teria desabado. Como em Suzuka o piloto alemão abandonou, e o mexicano teria sido o vencedor, agora apenas seis pontos os separariam.

Esteban Ocon estaria apenas um ponto atrás de seu companheiro de Force India. A quarta colocação seria de Carlos Sainz, com quatro pontos de déficit para o francês, enquanto Kevin Magnussen ocuparia o quinto posto, cinco atrás do espanhol.

Fernando Alonso, com 37 pontos atrás de Hulkenberg, ainda teria chances reais de título, enquanto matematicamente Romain Grosjean (-74), Pierre Gasly (-76) e Charles Leclerc (-80) poderiam sonhar com a taça.

É uma situação muito diferente da F1 real, em que Hamilton pode ser campeão já na próxima rodada, nos EUA, caso some oito pontos a mais que Sebastian Vettel.

Comparando os dois campeonatos, fica a questão: a F1 seria melhor se Mercedes, Ferrari e Red Bull fossem impedidas de competir?

A resposta é que depende. Se hoje houvesse uma canetada as proibindo de correr, é provável que os investimentos da Red Bull passariam para a Toro Rosso, a Mercedes teria uma relação muito mais próxima com suas equipes clientes (da mesma forma como foi parceira da McLaren entre o fim da década de 1990 e o começo dos anos 2010), e a Ferrari criaria um campeonato separado para chamar de seu.

Ou seja, esse equilíbrio entre esquadras médias e pequenas, que acontece hoje, não se sustentaria.

Mas um caminho para equilibrar a categoria seria todo mundo estar no patamar de Renault, Haas e companhia. Essas escuderias têm um orçamento estimado de entre US$ 125 milhões (no caso da Force India pré-Stroll) a cerca de US$ 285 milhões (McLaren).

Pode parecer muito dinheiro, mas a Mercedes gastou US$ 419 milhões para ser campeã na temporada passada. Ou seja, não é surpresa nenhuma a montadora alemã estar na frente todos esses anos.

Com os acordos comerciais com os times terminando no fim de 2020, para o ano seguinte a Liberty, dona da F1, quer colocar um teto de gastos. A atual proposta é que em 2021 se possa gastar – excluindo salário dos pilotos – US$ 200 milhões. Esse valor cairia para US$ 175 milhões em 2022 até chegar a US$ 150 milhões em 2023, com eventuais ajustes pela inflação.

Se o limite de despesas der certo, as consequências podem ser títulos disputados por mais de dois pilotos (desde o começo do ano já sabíamos que seria Hamilton contra Vettel) e a chegada de novas equipes. Afinal, as estreantes teriam chances de ser competitivas sem precisar gastar caminhões e mais caminhões de dinheiro como é a F1 atual.

Enquanto os acordos comerciais não são fechados, talvez uma solução fosse a transmissão esquecer da luta entre os três primeiros times e só mostrar o que acontecesse do sétimo lugar para baixo. Com certeza teria mais emoção.

Veja abaixo como estaria a classificação caso excluíssemos Red Bull, Mercedes e Ferrari (a contabilização foi feita pelo perfil F1 Alternative):

E você pode clicar aqui para ver os resultados completos do GP do Japão, em Suzuka, assim como os resultados das principais categorias do esporte a motor no último fim de semana.

Foto: alberto-g-rovi, CC BY 3.0, link

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