Não foi o acidente no roval que eliminou Jimmie Johnson

O Roval não decepcionou. Principal novidade da temporada 2018 da Nascar, o circuito metade oval, metade misto em Charlotte teve uma das corridas mais emocionantes do ano, com direito a batida entre os líderes na última curva – veja o vídeo mais abaixo.

A surpresa foi o causador do acidente ter sido Jimmie Johnson, heptacampeão da categoria americana e que está em busca do recorde de oito títulos.

Quando os carros chegaram à última chicane no giro final, o piloto da Hendrick tentou retardar a freada para assumir a primeira colocação, mas perdeu o controle do equipamento, rodou e bateu em Martin Truex Jr, o então líder da prova.

Com os dois carros acidentados, em poucos metros, Ryan Blaney saiu da terceira colocação para receber a bandeira quadriculada na frente.

Para Johnson, o desastre foi ainda maior. Pelas regras da Nascar, quem corta a última chicane precisa parar o carro totalmente para não ser penalizado em 30 segundos. Como passou pela grama na batida, o heptacampeão estacionou para evitar uma punição, antes de acelerar rumo à linha de chagada.

Esse pequeno intervalo entre frear o equipamento e reacelerar foi o suficiente para que perdesse posições e ficasse, por apenas um ponto, fora da próxima fase dos playoffs.

Alguém pode afirmar que um piloto com a experiência de Johnson jamais poderia ter forçado a ultrapassagem na última curva, ainda mais correndo o risco de ser eliminado do campeonato.

Outros podem se lembrar da famosa frase de Ayrton Senna para defender o heptacampeão: “if you no longer go for a gap that exists you are no longer a racing driver.”

Mas independentemente de sua opinião, não foi o acidente de hoje que o eliminou.

Johnson terminou a primeira fase do mata-mata com os mesmos 2097 pontos que Aric Almirola e Kyle Larson, mas perdeu nos critérios de desempate. E onde que poderia ter conquistado o ponto que faltou para avançar?

É só olhar a temporada regular. Nas primeiras 26 corridas deste ano, o piloto não ganhou nenhum estágio nem nenhuma corrida. E só passou para a fase final na 14ª colocação. Ou seja, chegou sem nenhum playoff point.

Em comparação, Kyle Busch carregou 55 pontos para a fase final, e Kevin Harvick, 50. Os concorrentes direto do piloto da Hendrick também acumularam seus playoff points ao longo do ano – Larson levou cinco, enquanto Almirola tinha um, que garantiu sua classificação.

Um dos motivos para os playoff points terem sido implantados no ano passado foi responder à critica de que tudo o que um piloto fazia ao longo da temporada regular não valia na fase final.

Daí a Nascar decidiu que quem vencesse um estágio levaria um ponto especial – chamado de playoff point -, e o vencedor de uma corrida somaria cinco deles. Além disso, os dez primeiros na classificação da temporada regular também passaram a ser bonificados.

Antes de cada fase do mata-mata, a pontuação de todos os pilotos classificados é igualada. Por exemplo, após Indianápolis todo mundo tinha 2000 pontos. A esse valor é que são acrescidos os playoff points. Ou seja, Kyle Busch largou em Las Vegas com 2055, Larson com 2005, Almirola com 2001, e Johnson com 2000.

Portanto, não foi o acidente de hoje que eliminou dos playoffs o heptcampeão. Johnson teve uma temporada ruim e correu risco de nem sequer se classificar para a fase final. Esse tipo de desempenho ao longo do ano tem seu preço, que foi cobrado hoje.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da Nascar no Roval, além do que aconteceu nas principais categorias do esporte a motor no fim de semana.

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