A volta de Billy Monger ao local de seu acidente

A F3 Inglesa deve receber bastante atenção neste fim de semana, na penúltima etapa da temporada 2019, em Donington Park.

O principal motivo é a volta de Billy Monger ao circuito em que sofreu o grave acidente, no qual teve suas duas pernas amputadas.

Para quem não lembra, em abril do ano passado, Monger disputava uma corrida da F4 Inglesa no mesmo autódromo. No começo da última prova da rodada, o carro do finlandês Patrik Pasma teve um problema mecânico e ficou parado no meio da pista. Diversos competidores conseguiram desviar, mas como o britânico estava com a visão encoberta pelo equipamento dos adversários, encheu com tudo a traseira de Pasma.

Foram necessárias mais de duas horas para que Monger conseguisse ser retirado do carro pela equipe médica e levado para o hospital.

Desde então, sua recuperação tem sido relâmpago. Ele não só reaprendeu a andar – e a pilotar – com próteses, mas também recuperou sua carteira de piloto, conseguiu que a FIA mudasse uma regra que impedia pessoas com deficiência de guiarem monopostos e assinou com a Carlin para a F3 Inglesa, já tendo obtido dois pódios.

Agora será o momento de voltar ao circuito do acidente que mudou sua vida.

Para conquistar um bom resultado neste retorno a Donington, Monger terá a concorrência de outros 19 competidores. O grid de 20 carros, aliás, é o maior da F3 Inglesa desde 2016.

Não é só número. Muitos dos novos pilotos são bastante qualificados. Entre eles estão Max Defourny, belga que ficou em terceiro na F-Renault Eurocup quando Lando Norris foi o campeão, Ayrton Simmons, atual vice-líder da F4 Inglesa, e Hampus Ericsson, irmão mais novo de Marcus Ericsson, da F1.

E o crescimento do campeonato vem em um momento importante para a definição do seu futuro. É que a MSV, empresa que organiza a categoria, só tem contrato com a FIA até o fim deste ano para o uso da marca “F3 Inglesa”.

Em 2019, a F3 deve mudar bastante em toda a Europa, a começar pela fusão entre a atual F3 Euro com a GP3 e terminando com a criação de um certame regional, que servirá como degrau intermediário entre a F4 e a nova F3.

Ou seja, para tentar renovar com a FIA e continuar a operar a F3 Inglesa, é bom para a MSV mostrar que sua categoria tem sido competitiva e mais viável que outras – a F4 Inglesa, em comparação, teve 13 pilotos no último fim de semana.

O último motivo para acompanhar o campeonato britânico no fim de semana é que o sueco Linus Lundqvist pode garantir o título por antecipação. Para isso, ele precisa somar seis pontos a mais que Nicolai Kjærgaard, o segundo colocado na tabela.

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