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O piloto que enfim perdeu uma corrida

Kyle Kirkwood não teve muitos motivos para comemorar, apesar de ter chegado em segundo lugar, na prova 3, da rodada de New Jersey da F3 Americas.

É que a diferença de menos de 0s5 que o separou do ganhador, o argentino Baltazar Leguizamón, significou o fim de uma sequência de quatro meses vencendo todas as corridas que ele disputou.

Nesse tempo, o americano de 19 anos de idade subiu no degrau mais alto do pódio 11 vezes na USF2000 e também nas oito primeiras provas da história da F3 dos EUA.

Sua última derrota tinha sido no dia 11 de maio, na primeira bateria da rodada dupla da USF2000 no misto de Indianápolis, quando o experiente francês Alex Baron terminou na frente – e Kirkwood foi o segundo após largar na pole.

Aliás, coube a Baron impor duas das três derrotas do americano neste ano, sendo a outra em São Petersburgo, em março.

Mas, por falta de dinheiro, o francês participou apenas das primeiras etapas da USF2000. Depois que parou de correr, Kirkwood praticamente não teve adversários para estender sua sequência.

E não foi nenhuma surpresa, portanto, que ele conquistou o título da categoria de base, garantindo a bolsa da Mazda para subir de campeonato no Road to Indy em 2019.

Mas qual o segredo de Kirkwood para ganhar sempre?

Em primeiro lugar, é claro que o americano tem talento. Ninguém chega na frente em 19 corridas consecutivas se não for bom. Mas o piloto também teve o melhor equipamento à disposição.

Na USF2000, ele competiu pela poderosa equipe Cape, vencedora de todos os títulos da categoria desde 2011. Se em outros anos a esquadra teve três ou quatro carros, dessa vez Kirkwood foi seu único representante. Ou seja, tinha atenção total de mecânicos e engenheiros.

Como foi o campeão com uma rodada de antecipação, deu tempo de assinar com a Abel para correr na F3 Americas. A categoria só teve sua primeira rodada em agosto, devido a uma série de atrasos na homologação e preparação do equipamento.

Um dos problemas do novo campeonato é o grid enxuto, de apenas quatro carros. Aí, como o nível é baixo, Kirkwood tem sobressaído. Na segunda prova deste fim de semana, por exemplo, recebeu a bandeira quadriculada após 28 voltas com quase 50s de vantagem para o segundo colocado. Ou seja, ele era cerca de 2s por volta mais rápido que os demais adversários.

Mas, como dizem, quando o campeonato é fácil, um bom piloto precisa dominá-lo, e é o que o americano vem fazendo na F3.

Até o fim da temporada, ele ainda pode acumular mais nove triunfos. É que a F3 corre em Road Atlanta, já neste fim de semana, Nova Orleans e no Circuito das Americas, como preliminar do GP dos EUA da F1. Inclusive, pode ser a oportunidade de chamar a atenção de alguma equipe da principal categoria do automobilismo mundial. Afinal, não são muitos os pilotos por aí que tem uma sequência de 19 vitórias no currículo.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da F3 Americas em New Jersey, assim como os dos demais principais campeonatos do automobilismo mundial no fim de semana.

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