Considerado um dos principais nomes da nova geração de pilotos da Alemanha, David Beckmann (não confundir com David Beckham), de 18 anos de idade, vem mostrando a importância de assinar com a equipe certa na hora de seguir carreira no automobilismo.

Ele foi o vencedor da corrida principal das duas últimas etapas da GP3, em Spa-Francorchamps e em Monza. Em ambas, largou na pole e liderou quase todas as voltas.

Com o resultado obtido na Bélgica, encerrou um incômodo jejum de vitórias que durava desde outubro de 2015 – cerca de dois anos e dez meses -, quando triunfou na última rodada da temporada inaugural da F4 Alemã.

Não é nenhuma coincidência Beckmann ter estreado pela Trident pouco antes de Spa-Francorchamps. A equipe italiana é considerada a segunda melhor da GP3 – atrás da ART Grand Prix – e tem se acostumado a obter vitórias e pódios graças principalmente à regra do grid invertido. Pedro Piquet, que também anda pelo time, subiu no degrau mais alto do pódio justamente assim.

O alemão, portanto, aproveitou o bom equipamento de uma escuderia que está crescendo de produção nas últimas etapas da GP3 para recuperar a boa fase na carreira e, enfim, corresponder às expectativas colocadas nele.

Beckmann havia começado a temporada pela Jenzer. Apesar de ter conquistado duas vitórias no ano passado, o time suíço tem se acostumado a lutar pelas últimas colocações da GP3.

Então era esperado que o jovem alemão não conseguisse mostrar resultado. Pela Jenzer, em oito corridas, ele teve um sexto lugar como melhor classificação final. Só voltou aos pontos em outra prova – oitavo no Red Bull Ring.

Entre sua passagem pela F4 Alemã e a ida para a GP3, o germânico disputou a F3 Euro por dois anos. Começou pela Mücke, mesmo time que defendia na F4 e até conquistou um pódio em 2016.

Mas em 2017 a coisa desandou. Se a expectativa era estar próximo da luta pelo título, a queda de produção da equipe Van Amersfoort como um todo fez com que o piloto nem sequer pontuasse nas primeiras três etapas do ano.

A solução foi arrumar as malas e se transferir para a Motopark. Em um time voltado para Joel Eriksson, que brigava pela taça de campeão, Beckmann não foi além de três quintos lugares como melhor resultado. Fechou a temporada apenas na 16ª colocação.

A sorte só mudou quando enfim acertou neste ano com a Trident, uma equipe pronta para que seus pilotos consigam demonstrar o potencial que têm. Para Beckmann, deu certo. Com as duas vitórias obtidas, ele subiu para o sexto lugar na tabela e diminuiu a diferença para Piquet para apenas 14 pontos na luta para ser o melhor na classificação na “GP3 B” – excluindo os carros da ART.

Só fica a dúvida do que poderia ter sido a carreira dele até aqui caso tivesse competido por times em melhor fase.