Pierre Gasly na Red Bull 2019

Pierre Gasly, em 2016, estava prestes a completar um incômodo jejum de três anos sem vitórias.

Seu último triunfo tinha sido em setembro de 2013, na campanha do título da F-Renault Eurocup. Naquela época, ele já era observado por Helmut Marko e, com a taça, assinou contrato para integrar o Red Bull Junior Team.

Por causa da falta de vitórias, parecia que chegar à F1 era uma tarefa quase impossível para o francês. Primeiro porque Red Bull e Toro Rosso já tinham seus pilotos definidos e, segundo, pela pouca paciência que o Junior Team costuma ter com quem não mostra resultado.

Só que Gasly dava sinais de que poderia ser competitivo. Se não venceu na campanha da World Series by Renault, em 2014, teve seis segundos lugares em 17 provas. O campeão, aliás, foi Carlos Sainz, em uma dobradinha da Red Bull.

Antes mesmo de a temporada da World Series acabar, Gasly já tinha estreado na GP2, como a F2 era chamada na época.

Começou pela Caterham, uma das piores equipes do grid, pela qual nem sequer pontuou. No ano seguinte, se transferiu para a gigante Dams. Foram três poles, mas um decepcionante oitavo lugar na tabela de pontos.

A última chance veio em 2016, com estreante Prema. A aposta ousada, por uma equipe que estava chegando ao campeonato, deu certo.

Desde a primeira corrida do ano, Gasly se colocou entre os mais rápidos do grid, mas a vitória teimava em escapar. Na Áustria, por exemplo, estava na liderança da prova – disputada em pista molhada – quando rodou sozinho e abandonou, em um dos momentos mais baixos de sua temporada.

A recuperação veio na etapa seguinte, em Silverstone, quando finalmente encerrou seu jejum de triunfos (na foto em destaque). Depois ainda subiu no degrau mais alto do pódio em três oportunidades naquele ano. No fim, conquistou o título ao conseguir a virada só na última etapa, contra o então companheiro de equipe Antonio Giovinazzi.

Mas a taça não significou que Gasly teria vaga na F1. Pelo contrário. Com Red Bull e Toro Rosso lotadas, o piloto foi mandado ao Japão para disputar a Super Formula, categoria conhecida por ser de difícil adaptação a novatos.

Levou apenas duas etapas fora da zona dos pontos para que ele pegasse a mão do equipamento. Nas cinco corridas seguintes, conquistou duas vitórias e um segundo lugar, para chegar na última rodada como único piloto com equipamento Honda com chances de ser campeão.

Inclusive, para disputar a final em Suzuka, Gasly abdicou de correr no GP dos EUA da F1, depois que havia sido promovido à Toro Rosso.

No entanto, a etapa final foi cancelada por causa de um tufão, e o francês ficou foi com o vice.

Na F1, Gasly até agora é um ponto de interrogação. Mostrou potencial com o quarto lugar no Bahrein e o sexto na Hungria, ambos neste ano, mas ficou fora da zona dos pontos em 14 das 17 corridas que disputou até agora.

Por isso, ainda não dá para saber o que esperar dele nessa promoção à Red Bull. A equipe, claro, espera encontrar um novo Daniel Ricciardo, alguém que consiga pódios e vitórias de forma constante. Mas sempre há o medo de surgir um novo Daniil Kvyat, que terá a carreira arruinada com a oportunidade que apareceu antes da hora em uma equipe de ponta.

Mas uma coisa é certa. Se der certo, mérito do Red Bull Junior Team, que terá conseguido transformar um piloto incapaz de vencer em um nome de ponta da F1.

Foto: Jen_ross83, CC BY 2.0, link

Pierre Gasly Toro Rosso F1
Foto: Alberto-g-rovi – Own work – CC
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