Carlos Sainz e a nova estratégia da McLaren para 2019

A menos que a McLaren contrate Kimi Raikkonen ou consiga trazer Mika Hakkinen de volta de seu ano sabático, a equipe começará a temporada 2018 da F1 sem um campeão mundial em seus carros.

É que Carlos Sainz Jr foi confirmado, nesta quinta-feira, dia 16, como substituto de Fernando Alonso. A segunda vaga deve ficar entre Stoffel Vandoorne, o atual titular, e Lando Norris, considerado um dos jovens mais promissores das categorias de acesso.

Caso uma dessas parcerias se confirme, será uma estratégia um pouco diferente da escuderia, que sempre preferiu ter nomes de peso em seus carros.

Para se ter ideia, a última vez que a McLaren não teve um campeão mundial  foi em 2008, quando contava com Lewis Hamilton e Heikki Kovalainen. Mas no fim daquele ano o britânico ultrapassou Timo Glock na subida da Junção, em Interlagos, e garantiu seu primeiro título da F1.

Antes, já tinha acontecido quando Raikkonen correu junto com David Coulthard e Juan Pablo Montoya, em meados da década de 2000.

Mas quando foi a última vez que a equipe britânica não contou com um campeão mundial nem algum piloto que viria a conquistar a taça?

Aí precisaríamos voltar até 1981, quando a dupla era formada por John Watson e Andrea de Cesaris. Aquele era o primeiro após a fusão entre a McLaren e a Project 4, de Ron Dennis, então se tratava de um período de transição.

Ainda assim, Watson não fez feio. Conquistou uma vitória – correndo em casa em Silverstone – e outros quatro pódios ao longo da temporada.

Alguém pode reclamar dessa resposta e dizer que, em 1994, a esquadra teve Martin Brundle e Philippe Alliot. É verdade, mas essa dupla só correu no GP da Hungria, quando Hakkinen havia sido suspenso por causar um acidente na prova anterior, na Alemanha.

Independentemente de considerarmos essa corrida de 1994, caso a McLaren realmente não tenha um campeão mundial em 2019, indicará que ua equipe tem se apequenado. Não é que de uma hora para outra ela resolveu apostar em jovens pilotos. É que não consegue mais atrair nomes de peso.

Prova disso é que o time negociou com Daniel Ricciardo, mas o australiano optou por ir para a Renault.

Foto: Max Artes, CC BY-SA 2.0, link

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