Ferrari na Academia da Ferrari?

Quatro jovens pilotos estiveram em Fiorano, no começo do mês, para participar de uma série de avaliações na Academia da Ferrari.

Eles tomaram parte de treinos na pista, em simuladores e passaram por testes físicos e psicológicos para, quem sabe, no ano que vem defenderem o programa júnior da escuderia de Maranello.

Se no passado Enzo Fittipaldi foi convidado pela montadora, dessa vez não houve nenhum brasileiro.

O nome de maior destaque foi o de Kiern Jewiss, de 16 anos, atual líder da F4 Inglesa, onde compete contra Jack Doohan e Dennis Hauger, ambos da nova safra da Red Bull.

Desde o kartismo Jewiss já vinha chamando a atenção. E no ano passado foi uma surpresa quando ele decidiu fazer a transição para a Ginetta Junior, apesar de seus principais adversários continuarem no kart.

Apesar de a Ginetta ser considerado um campeonato complicado para novatos, ele terminou com a quarta colocação e, em 2018, mudou-se para os monopostos, competindo na F4 pela Double R.

Enquanto Jewiss já tem dois anos de experiência nos carros, os outros três convidados dos testes ainda estão nos karts: os italianos Lorenzo Ferrari (com nome mais do que apropriado, mas sem parentesco com Enzo Ferrari), Mattia Michelotto e o tcheco Roman Stanek.

Desses, Michelotto é quem até agora teve melhores resultados na carreira. Completando 15 anos em 2018, ele obteve há alguns anos diversos títulos, como a WSK Final Cup e o Trofeo delle Industrie, na divisão 60 Mini, considerada porta de entrada nas competições de kart na europa. Mas não conseguiu repetir as taças nas divisões de cima, apesar de ter sido vice-campeão do WSK Super Master Series, no ano passado, na OK.

Lorenzo Ferrari tem dois vices na divisão OK – na WSK Champions Cup e no Trofeo della Industrie – como maiores façanhas, resultados no geral mais modestos que os do compatriota. E Stanek ainda não conseguiu nenhum pódio nas principais competições internacionais.

Dos quatro, Jewiss é o melhor prospecto. Já tem experiência nos monopostos e está vencendo corridas contra pilotos mais experientes.

Já os outros três não fazem parte do primeiro escalão do kartismo. Nem sempre a Ferrari levou em conta o desempenho na carreira para fazer contratações para a Academia, mas caso algum dos kartistas seja chamado será uma surpresa e talvez acabe como apenas número no programa.

Aliás, participar dos testes da Academia da Ferrari não é garantia de se juntar ao programa. Há alguns anos Pietro Fittipaldi fez parte das avaliações, mas não foi chamado pela Academia. Já Enzo, seu irmão menor, teve melhor sorte e garantiu a vaga. Os aprovados, digamos assim, costumam ser anunciados no fim do ano.

 

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