Kurt Busch e a reformulação na Ganassi

Depois de ter feito carreira pela Penske e competido pela Andretti em uma edição das 500 Milhas de Indianápolis, Kurt Busch será piloto da Ganassi. Segundo o site Motorsport, ele deixará a Stewart/Haas e levará o patrocínio do energético Monster para ser o substituto de Jamie McMurray em 2019.

A saída de McMurray não é exatamente uma surpresa. Neste ano, em 22 corridas até agora, o piloto tem um top-5 e quatro top-10, desempenho inferior ao da última temporada, quando, em 36 provas, acumulou e três top-5 e 17 top-10. Em que pese todos os carros de Chevrolet terem caído de rendimento em 2018 por causa da estreia do Camaro. Fora que ele não vence uma etapa desde 2013.

Nesse sentido, o que chama a atenção é a aposta em Busch, um veterano que no ano que vem vai para sua 19ª temporada completa na Nascar. É o oposto da estratégia de equipes como Hendrick e Gibbs, que estão dando mais espaço para jovens promessas, como Chase Elliott, Alex Bowman e Erik Jones, entre outros.

Assim, tirar um piloto experiente – e com ao menos um triunfo por ano desde 2013 – de uma das principais equipes da categoria pode indicar que a Ganassi está disposta a investir mais na Nascar em 2019 – o outro piloto do time é Kyle Larson, considerado um dos nomes de maior potencial do campeonato.

Com a Ganassi tendo Busch e Larson como titulares, vai ser interessante ver como ela se sairá nos diferentes campeonatos que disputa. É que historicamente um time que compete nas duas principais categorias dos EUA – a Nascar e a Indy – não costuma ir bem em ambas ao mesmo tempo.

Por exemplo, em 2012, a Penske foi campeã da Nascar com Brad Keselowski, mas naquele ano perdeu o título da Indy para a Andretti (de Ryan Hunter-Reay) e só venceu cinco corridas ao longo daquela temporada. Com a derrota para RHR, a esquadra amargou o sexto ano seguido sem a taça.

Já a Ganassi tem investido mais na Nascar ao perceber em Larson um piloto capaz de ser campeão. Ele estreou na categoria em 2014. Desde então, a Penske venceu o título da Indy três vezes e só perdeu em 2015 – para Dixon – com o neozelandês beneficiado pela regra da pontuação dobrada na última etapa.

Dixon, aliás, não está garantido no time na próxima temporada da Indy. O contrato dele acaba no fim deste ano, ele já conversou com a McLaren, e há especulações sobre a Penske tentar contratá-lo.

Ou seja, se perder o neozelandês, a escuderia pode ter em 2019 um ano de reconstrução nos monopostos. Num momento em que o substituto de Dixon ainda estiver se adaptando à Indy, é a oportunidade de a esquadra direcionar seus recursos para a Nascar e tentar entrar na briga pelo título com Larson e Busch.

Com Dixon saindo ou ficando, a Ganassi negocia com Felix Rosenqvist, da Formula E. Os dois pilotos, coincidentemente ou não, têm o mesmo empresário: o sueco Stefan Johansson, que já correu na F1 e na mesma Indy.

 

 

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