A volta de Riccardo Patrese após mais de 10 anos

Escolher o piloto amador certo para uma corrida Pro-Am pode ser a diferença entre brigar pela vitória e torcer para o safety-car entrar o quanto antes para o profissional assumir logo o carro.

Foi esse o dilema da Honda ao definir a escalação para a disputa das 24 Horas de Spa-Francorchamps, que acontecem neste fim de semana.

Na estreia do NSX GT3 em uma corrida continental – além da Imsa, o carro só compete no Japão e na Alemanha -, a montadora japonesa o inscreveu na divisão Pro-Am, diferentemente de adversárias, como Lexus, Audi e Mercedes, que têm suas principais parcerias entre os profissionais.

É que as regras determinam que apenas as fabricantes disputando a temporada completa do IGTC (com corridas em Bathurst, Spa, Suzuka e Laguna Seca) podem andar entre os profissionais. O que, evidentemente, não é o caso da estreante Honda.

E o regulamento da prova também diz que os times da Pro-Am precisam ter dois pilotos categorizados como bronze. Normalmente, nessa classificação entram os gentleman drivers menos experientes e/ou de mais idade.

Em vez de trazer veteranos do Japão, mas desconhecidos no ocidente para essas vagas, a Honda decidiu ser criativa e ter dois pilotos com ligações com a F1: Riccardo Patrese e Loic Depailler.

Patrese é aquele mesmo que passou por Shadow, Arrows, Brabham, Alfa Romeo, Williams e Benetton na F1. Sua última corrida já faz mais de dez anos. Foi na GP Masters, campeonato disputado em 2005 e 2006 por pilotos que estiveram na principal categoria do automobilismo mundial, como o próprio italiano, Emerson Fittipaldi e Nigel Mansell.

Normalmente, quem correu na F1 é considerado platina na categorização, mas por Patrese ter idade avançada – completou 64 anos em abril -, ele foi rebaixado para bronze.

Como Rubens Barrichello também vai disputar as 24 Horas de Spa (em uma Mercedes ao lado de Felipe Fraga e Christian Vietoris), então os dois último recordistas de GPs disputados estarão presentes no grid. Não seria uma surpresa se ambos tiverem mais participações na F1 que todos os outros 209 pilotos que vão tomar parte da prova belga.

O outro piloto bronze é Loic Depailier. Talvez você tenha reconhecido o sobrenome. Ele é filho de Patrick Depailler, que correu por Tyrrell, Ligier e Alfa Romeo, na F1, e cuja morte, durante um teste em Hockenheimring, vai completar 39 anos na próxima semana.

Loic costuma participar de campeonatos menores na própria França, além de ter se tornado jornalista automotivo. Por sua pouca experiência nos carros, é considerado bronze pela FIA.

Completam a escalação do NSX GT3 o belga Bertrand Baguette, que fez carreira no Japão após passagem pela Indy e ter sido campeão da World Series by Renault, e o argentino Esteban Guerrieri, titular da montadora no WTCR. Os quatro pilotos da parceria já testaram o equipamento em treinos privados na Itália.

E se o desempenho de seus amadores não for bom em Spa, ao menos a Honda conseguiu bastante mídia ao inscrever dois nomes famosos ligados à F1.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos das 24 Horas de Spa-Francorchamps, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no fim de semana.

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Riccardo Patrese de volta às pistas após mais de 10 anos pela Honda

 

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