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Sem Monisha Kaltenborn na F4

Qual a forma mais fácil de ficar milionário no automobilismo? É começar com pelo menos um bilhão.

Essa é uma máxima conhecida por quem acompanha o esporte a motor. É uma piada, mas também é verdadeira. E quem a está descobrindo é Monisha Kaltenborn, ex-chefe de equipe da Sauber na F1.

Depois de deixar a principal categoria no automobilismo mundial, ela anunciou, no começo do ano, que iria inscrever uma equipe – a KDC – na F4, andando tanto na versão alemã quanto na italiana do certame. A ideia era aos poucos fazer a esquadra crescer e passar para torneios maiores.

Na empreitada, ela se uniu a uma empresária chamada Emily Di Comberti, mãe do piloto Aaron di Comberti, que já tinha competido na F3 Inglesa.

O plano era o filho da sócia ocupar um dos carros da KDC. As outras vagas foram para o russo Ilya Morozov, no certame italiano, e para Leonardo Lorandi, considerado um dos jovens mais promissores, no alemão. Toby Sowery, também com passagem pela F3, foi trazido como piloto de testes, enquanto Tara Eichenberger se tornou pilota em desenvolvimento.

Mas a escuderia durou menos de seis meses. Após participar de duas etapas do campeonato italiano – com Sowery conquistando dois pódios – e de três do alemão, o time parou de competir.

O motivo é uma divida de 90 mil libras que os Di Comberti fizeram com a equipe Lanam na época que Aaron andava na F3 Inglesa. A escuderia levou o caso à Justiça, que considerou a família como falida.

Como o dinheiro dos Di Comberti que bancava a KDC – que nada tinha a ver com o processo inicial -, então a equipe parou de ir para as corridas e fechou as portas.

A maioria dos pilotos da KDC já encontrou novos lares. Morozov estreou pela Cram na última etapa da F4 Italiana, enquanto Lorandi abandonou a F4 Alemã para se dedicar apenas ao certame da Itália, no qual disputa o título com Enzo Fittipaldi. Sowery tem competido no GT Open, como parceiro do gentleman driver Giuseppe Cipriani, e Eichenberger segue no kartismo.

Lembrando que Kaltenborn saiu da F1 depois de os donos da Sauber barrarem o acordo que ela tinha feito para a equipe usar motores Honda neste ano (mesmo que significasse apoio financeiro da montadora japonesa para a escuderia). A Longbow Finance, que comanda a equipe, preferiu se reaproximar da Ferrari, que rendeu o patrocínio da Alfa Romeo, além de ter Charles Leclerc como titular em 2018.

Mas, apesar do fracasso da KDC, Kaltenborn não está totalmente afastada do esporte a motor. Ela aparece no conselho de um evento chamado Cryptorali. Como o nome indica, é um rali – ou uma viagem, dependendo do ponto de vista, que acontecerá neste ano na Lituânia, misturando competição off-road com moedas virtuais, blockchain e carros conectados. Não faço a menor ideia de como essa mistura vai acontecer, e o site oficial do evento também não explica.

 

 

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