5 ideias para melhorar o GP de Mônaco

Depois de boas corridas, como o GP do Azerbaijão e o GP da China, que foram definidas nas últimas voltas, a etapa de Mônaco, realizada no último fim de semana, deixou a desejar. Afinal, não houve ultrapassagens na luta pelas primeiras colocações, mesmo com Daniel Ricciardo, o vencedor, tendo sofrido boa parte da prova com um problema no motor do seu carro.

Fernando Alonso chamou o GP de corrida mais entendiante da história da F1, enquanto Lewis Hamilton sugeriu que a pista fosse alterada para dar mais emoção.

O lado positivo é que há, sim, planos para mudar o traçado. A Portier, curva que antecede o túnel deve ser reformulada e estendida, criando uma reta ainda maior naquele local. O problema é que neste momento ali é tudo mar, e as obras para expansão da zona portuária – que vai permitir essa alteração – ainda nem começaram. Deve levar ao menos cinco anos para ficar pronto.

Para quem não quer esperar tanto tempo para ver boas corridas, apresento cinco sugestões que não deveriam ser levadas a sério por ninguém para melhorar o GP de Mônaco.

5) Convidar os vencedores da F2 para correr na F1

Nyck de Vries F2

Enquanto a F1 corre em Mônaco só no domingo, a categoria de acesso disputa suas provas no Principado na sexta e no sábado. Ou seja, dava para chamar os primeiros colocados de cada uma das baterias para completar o grid da principal.

E nem há uma diferença de velocidade tão grande. Último colocado na classificação da F1, Kevin Magnussen marcou o tempo de 1min13s3, enquanto Alex Albon, pole no certame preliminar, registrou 1min21s7. Isto é, aproximadamente a cada dez giros um carro da F2 tomaria volta do líder.

Aliás, esse é o objetivo de trazer os pilotos menos experientes: criar o caos. Esperar que eles atrapalhem os primeiros colocados, disputem posição entre si e até chamem o safety-car, reagrupando o pelotão.

O maior empecilho seria o combustível. Os tanques dos carros da F2 têm autonomia para cerca de uma hora de prova. Na F1, precisariam durar quase o dobro.

4) Acabar com os pit-stops

Daniel Ricciardo Monaco

Com a parada nos boxes obrigatória, os pilotos não precisam se preocupar em poupar os pneus em Mônaco. Afinal, basta fazer o pit-stop para trocar o composto hiper-macio, que não dura a prova toda (o recorde foi de Pierre Gasly, que deu 37 giros com ele), por um mais resistente.

Mas o que aconteceria se os pilotos não precisassem ir aos pits? As estratégias seriam diferentes. Alguém poderia escolher largar com o hiper-macio, abrir uma vantagem suficiente antes de fazer a parada (por necessidade), enquanto outros optariam por compostos mais resistentes e não ir aos boxes.

A ideia é forçar o desgaste da borracha, principalmente no fim da corrida, fazendo com que alguns carros perdessem muito rendimento e aumentando as chances de ultrapassagens.

3) Dividir a prova em estágios

Martin Truex Jr

Quem acompanha a Nascar já está acostumado com a ideia de a corrida ser dividida em três partes. Em Mônaco, após as voltas 20 e 39 (de 78), o safety-car seria acionado, reagrupando o pelotão. Os dez primeiros somariam pontos nesses momentos, e os boxes ficariam abertos para quem quisesse fazer a parada.

Para aumentar a emoção, era só recomeçar a corrida com largada lançada e duas filas de carros lado a lado, assim como acontece nos EUA.

Só não pode chamar Martin Truex Jr ou Kyle Busch para correr em Monte Carlo, ou então já saberíamos quem vai ganhar os estágios.

2) Criar uma ‘joker lap’

Antigo detentor dos direitos comerciais da F1, Bernie Ecclestone já havia sugerido que as pistas tivessem atalho. Apesar de ele ter sido afastado do cargo com a chegada da Liberty, nova dona da F1, dava para reaproveitar a ideia.

Ele ficaria na St. Devote, com os pilotos podendo cortar a chicane – onde é a saída dos boxes – para ultrapassar um adversário. Seu uso seria limitado a poucas vezes na corrida, mas permitira briga por posições mais facilmente.

A ideia parece louca, mas campeonatos como a Super TC2000, na Argentina, já vêm testando atalhos nos últimos anos.

1) Correr no sentido oposto

Domenico-schiatarella-monaco

Que tal largar, virar a esquerda na Rascasse, passar pela Piscina, subir o túnel e a Mirabeau antes de descer após o cassino, fazer a curva na Saint Devote novamente à esquerda e completar a volta?

Correr ao contrário em Mônaco traria uma série de dores de cabeça quanto à segurança, afinal as barreiras de pneus e as poucas áreas de escape já são pensadas para os carros andando no sentido horário.

Assim, o local que precisaria de maiores mudanças é na saída do túnel no sentido original. Hoje, quando os pilotos viram à esquerda logo em seguida, não há nenhuma proteção ali. É arquibancada e mar. Não que precisasse, a chicane serve para que os competidores freiem, e os carros estão em baixa velocidade, sem risco para ninguém,

No sentido oposto, esse ponto se torna justamente o fim da reta que começaria na Tabacaria. Ou seja, os competidores estarão em alta velocidade, e qualquer problema mecânico ou acidente colocaria os espectadores em risco – sem falar na chance de o equipamento ir parar na água.

A solução seria reformular a chicane, ampliando o escape até a arquibancada. Como consequência, daria para alongar um pouco a reta até o túnel e, quem sabe, permitir alguma ultrapassagem até a Mirabeau.

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