Tom Dillmann na Super Formula

Como foi a etapa de Sugo da Super Formula sem Pietro Fittipaldi

Não foi só nas principais corridas do fim de semana – o GP de Mônaco, as 500 Milhas de Indianápolis e as 600 Milhas da Nascar – que faltou emoção. No Japão, a etapa de Sugo da Super Formula também não foi muito movimentada.

Como é muito complicado ultrapassar nesse circuito de 3,7 km e de propriedade da Yamaha, as disputas aconteceram nos boxes, quando há a troca de pneus e reabastecimento.

Assim, havia duas estratégias principais em jogo: largar com o composto mais duro, parar logo no começo para colocar o mais macio e ir até o fim, mesmo enfrentando maior degradação da borracha. Ou ir com o duro no início, fazer a troca por volta da metade da prova e terminar com o macio, que é mais rápido.

Só que com a entrada do safety-car na 16ª volta, por causa do acidente entre Katsumasa Chiyo e James Rossiter, muitos pilotos que estavam na segunda tática optaram por antecipar a parada.

Quem tentou algo diferente foi o ex-F1 Kamui Kobayashi, que permaneceu na pista durante o carro de segurança. O objetivo era fazer uso do pneu mais rápido e do ar limpo para disparar na liderança, abrir uma diferença suficiente para o segundo colocado e ser capaz de fazer o pit-stop e ainda retornar na frente.

Na volta 44, quando foi para os boxes, Kobayashi já tinha uma vantagem de 27s para Naoki Yamamoto. Só que a equipe KCMG errou durante a parada do ex-F1, que perdeu muito tempo para trocar a roda traseira esquerda. Quando voltou à pista, era apenas o sexto colocado.

Melhor para Yamamoto, que cruzou a linha de chegada para conquistar a segunda vitória em duas corridas disputadas até aqui na temporada.

A segunda colocação ficou com Nick Cassidy, que havia optado por trocar o pneu duro pelo mais macio logo na quinta volta de corrida. Nos giros finais, a borracha já tinha acabado, comprometendo seu desempenho. Ainda assim, o neozelandês foi capaz de segurar Kazuki Nakajima na briga pelo segundo posto.

Tom Dillmann, que havia largado em 18º, apostou em uma tática muito similar à de Cassidy, mas parando no sétimo giro e fez uma ótima recuperação para terminar em quarto, defendendo-se de Narain Karthikeyan.

Dillmann (na imagem em destaque) guiou o mesmo carro usado por Pietro Fittipaldi, que se recupera de um acidente sofrido na etapa de abertura do Mundial de Endurance, quando quebrou as duas pernas. Mesmo se não houvesse a batida, o francês já ia correr em Sugo, uma vez que a prova aconteceu no mesmo dia da Indy 500, da qual o brasileiro já ia tomar parte

Na classificação, um problema elétrico no equipamento relegou Dillmann ao penúltimo lugar do grid, mas a equipe LeMans conseguiu consertar a falha a tempo da corrida, além de ter bolado uma estratégia que praticamente não usasse o pneu duro, com o qual eles não conseguiam ter bom desempenho. O outro piloto da escuderia, Kazuya Oshima, foi o 15º.

Na última semana, escrevi aqui no World of Motorsport, que era importante para Fittipaldi observar mesmo à distância o que acontecia em Sugo, para ter uma noção de onde se encontrava em relação aos adversários. Afinal, o brasileiro não tinha ido bem em sua estreia na Super Formula, sendo 16º em Suzuka.

Com o mesmo carro Dillmann chegou em quarto, mostrando que o equipamento pode ser competitivo. Agora cabe ao neto de Emerson, após a recuperação, trabalhar para extrair todo o desempenho e brigar por bons resultados.

Lembrando que o brasileiro teve um pneu furado em Suzuka, que prejudicou seu resultado final, além de ser oito anos mais jovem – portanto menos experiente – que Dillmann, então não dá para levar a comparação da posição de chegada dos dois pilotos tão ao pé da letra.

Outro novato em Sugo, Dan Ticktum, principal aposta da Red Bull para os próximos anos, abandonou logo no começo da corrida devido a um pneu furado, que danificou a suspensão do carro. O britânico, porém, chamou a atenção ao se classificar em nono e estava ocupando o sexto posto quando deixou a prova. Olho nele, que pode pintar na F1 logo logo.

A próxima etapa da Super Formula está marcada para o dia 8 de julho, em Fuji, e é improvável que Pietro Fittipaldi já esteja de volta. Caso o brasileiro consiga cumprir a previsão de retorno às pistas no fim do mesmo mês, ele já poderia participar da corrida seguinte, em Motegi em 19 de agosto.

O problema é que no mesmo dia acontecerá a prova da Indy em Pocono, que Fittipaldi não estava originalmente escalado para correr. Mas o acidente pode alterar a agenda do piloto, que, uma vez liberado, pretende participar do maior número possível de provas nos EUA até o fim da temporada da Indy.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da Super Formula em Sugo, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no último fim de semana.

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