Pedro Piquet na GP3 2018

Depois de dois anos abaixo do esperado na F3 Euro, Pedro Piquet confirmou que vai disputar, pela Trident, a GP3, cuja rodada de abertura acontece neste fim de semana em Barcelona.

Como o brasileiro participou de todos os treinos de pré-temporada pela escuderia italiana, o acerto já era esperado.

Piquet chega à GP3 precisando se firmar no esporte a motor. Quando deixou o Brasil, no começo de 2016, ele era bicampeão da F3 daqui de forma dominante. Em 32 corridas, venceu 25, largou na pole em 14 (de 16 possíveis) e subiu ao pódio em 28 oportunidades.

Antes de correr na Europa, ainda participou da Toyota Racing Series, na Nova Zelândia, quando foi o piloto que chegou mais perto de desafiar o campeão Lando Norris, por isso havia uma expectativa de que ele fosse bem na F3 Euro. No entanto, nas duas temporadas no certame, conquistou só um pódio e teve o 14º lugar na classificação geral, em 2017, como melhor resultado.

É verdade que a Van Amersfoort, equipe pela qual competia, não era uma das mais fortes da categoria, mas o brasileiro terminou atrás dos seus companheiros de equipe em ambas as campanhas.

Pensando em uma recuperação em 2018, o lado bom para Piquet é a GP3 ser uma categoria mais fácil que a F3 Euro. Por um motivo: o grid invertido. O oitavo colocado na corrida do sábado sai na pole no domingo e assim por diante. Na F3 Euro, os resultados das tomadas de tempo definem as posições de largada de todas as provas. Ou seja, pilotos mais rápidos costumam largar sempre nas primeiras colocações, diminuindo a chance de haver surpresas.

E com o grid invertido, pilotos medianos têm mais oportunidades de irem bem. Um exemplo é Giuliano Alesi, filho do ex-F1 Jean Alesi. Em dois anos na categoria, ele teve dois sextos lugares como melhor posição de largada, mas graças à regra do grid invertido conquistou três vitórias em 2017. Inclusive, foi o quinto na tabela, o melhor entre os pilotos que não competiam pela ART Grand Prix.

Como durante a pré-temporada Piquet esteve constantemente entre os dez – e muitas vezes entre os cinco – primeiros, ele pode se beneficiar do grid invertido para conseguir bons resultados.

OS DEMAIS COMPETIDORES

Para variar, o quarteto da ART é o favorito em 2018. A taça deve ficar entre Callum Ilott, da Academia da Ferrari, e Anthoine Hubert, que retorna ao campeonato para um segundo ano e deve aproveitar sua experiência para lutar pelo título. Curiosamente os dois foram companheiros de Piquet na Van Amersfoort em 2016.

Os outros carros da escuderia são de Jake Hughes, que volta à GP3 após um ano na F3 Euro, e Nikita Mazepin, piloto de testes da Force India.

Mas talvez este seja o ano em que a ART enfim seja derrotada. Nas outras temporadas, o time tinha um piloto dominante – Esteban Ocon, Charles Leclerc e George Russell – que fez uso do bom equipamento para ser campeão. Dessa vez, nenhum de seus quatro representantes é considerado futura estrela da F1.

E na mesma Trident de Piquet aparecem dois competidores que podem acabar com a sequência de vitórias da escuderia francesa: Alesi, que retorna para o terceiro ano na GP3, e Alessio Lorandi, sétimo colocado na tabela na temporada passada.

O grupo de veteranos ainda inclui Leonardo Pulcini (campeão da Euroformula Open em 2016) na Campos, Dorian Boccolacci e Niko Kari (que tiveram passagem pelos programas de desenvolvimento de Lotus e Red Bull, respectivamente) na MP e Tatiana Calderón, que entra em seu terceiro ano no campeonato, dessa vez pela Jenzer.

Entre os novatos, o nome mais conhecido é o de Will Palmer, irmão mais novo de Jolyon Palmer, que completa o trio da MP. Considerado uma das principais promessas do automobilismo alemão nos últimos anos, David Beckmann assinou com a Jenzer e vive uma situação parecida com a de Piquet após dois anos de resultados abaixo do esperado na F3 Euro.

O último nome de destaque é Joey Mawson, campeão da F4 Alemã em 2016, que fechou com a Arden.

Você pode clicar aqui para ver como o grid da GP3 2018 foi formado.

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2 comentários sobre “Pedro Piquet na GP3 2018

  1. O fato do Pedro Piquet integrar equipes que não são as melhores nos certames em que participa se deve ao Budget? Ele não era piloto Júnior da Mercedes? Lembro de ter ouvido algo assim.

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    1. Acho que não tem a ver com budget apenas. Ele entrou numa Van Amersfoort que teve Max Verstappen e Charles Leclerc nos anos anteriores, então não era para o time ter tantas dificuldades. E a Trident é a segunda melhor equipe da GP3. É uma das melhores vagas fora da ART.

      Piquet nunca foi piloto júnior da Mercedes. É que a montadora costuma pagar parte do orçamento de alguns pilotos que usam seus motores na F3 Euro todos os anos, e o brasileiro foi um deles. Normalmente, a Mercedes usou esse vínculo para puxar os pilotos para o DTM ou para os carros GT (tirando Ocon e Russell, que foram para a F1).

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