O piloto que veio dos games para correr na F4

Durante muitos anos, o GT Academy, programa da Nissan para descobrir pilotos no videogame, foi bastante popular entre os fãs do automobilismo. Afinal, para quem acompanha o esporte a motor, basta participar de algumas corridas no mundo virtual para sonhar enfrentar na pista alguns dos principais pilotos do mundo.

Era o que a montadora japonesa propunha fazer. Todos os anos ela levava para um autódromo quem tinha registrado os melhores tempos no game Gran Turismo, de PlayStation, e após uma série de avaliações escolhia um dos gamers para integrar sua equipe oficial nas pistas de verdade.

Dessa seletiva, saíram nomes como o espanhol Lucas Ordoñez e o britânico Jann Mardenborough, que chegaram a disputar as 24 Horas de Le Mans, a Blancpain Series e o Super GT japonês.

O responsável pelo GT Academy era Darren Cox, chefe da Nissan no automobilismo. Mas, com o fracasso da montadora no WEC em 2015 (quando investiu pesado em um protótipo LMP1, que só correu em Le Mans e era mais lento até que alguns LMP2), Cox foi demitido, e o GT Academy, deixado de lado.

Longe da fabricante, o dirigente criou uma empresa voltada às competições de games (eSports), principalmente os de corrida. No ano passado, sua companhia fechou uma parceria com a McLaren para realizar o World Fastest Gamer, um torneio no game da F1, cujo vencedor seria contratado pela equipe inglesa para trabalhar no mesmo simulador usado pelos pilotos titulares como preparação para cada GP.

O campeão foi o holandês Rudy van Buuren, de 25 anos, que derrotou o compatriota Freek Schothosrt, de 21, na decisão.

Se a vaga na McLaren não veio para Schorthorst, dá para dizer que agora ele está fazendo sua própria versão do GT Academy.

Contando apenas com patrocínios pessoais, neste ano ele vai fazer a transição dos games para as pistas de verdade e, a partir deste fim de semana, disputará a F4 Norte-Europeia, campeonato que corre na Rússia, Finlândia, Estônia e Holanda.

Nos treinos, o holandês está se saindo bem. Na última semana, participou de dois dias de atividades na pista estoniana de Parnu, onde, segundo ele, foi o mais rápido, tendo completado mais de 300 voltas.

Isso tudo levando em conta que Schothorst teve seu primeiro treino com um carro da F4 em janeiro, há quatro meses. Desde então, já tomou parte de diversas sessões de testes para se preparar para o começo da temporada.

Na F4 Norte-Europeia, o piloto vai competir pela equipe MP, que venceu o título nas duas últimas temporadas. Richard Verschoor, então com o apoio da Red Bull, levantou a taça em 2016, enquanto Christian Lundgaard, da Renault, foi o primeiro colocado no ano passado.

Além dos compromissos com a F4, o holandês segue no virtual. Ele participa da categoria que equivale à F1 no popular iRacing, no mundo online.

E para quem reconheceu o sobrenome, Freek Schothorst é o irmão mais novo de Pieter e Steijn Schothorst, competidores com passagem pela F-Renault e GP3 e que atualmente guiam pela Audi na Blancpain Series.

Você pode clicar aqui para ver como está sendo formado o grid da F4 Norte-Europeia.

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