Mustang lá e cá

Dos dois lados do mundo, a notícia foi a mesma nesta terça-feira, dia 17: o Mustang vai para as pistas.

Será assim em 2019 na Nascar, nos EUA, e na Supercars, a principal categoria do automobilismo australiano.

Já se esperava algum anúncio da montadora americana sobre as duas categorias, pois as negociações em ambos os campeonatos vinham acontecendo há vários meses. Mas foi surpreendente a confirmação que o Mustang será o carro escolhido para andar nos dois campeonatos a partir do ano que vem.

Na Nascar, é onde a troca de carro fazia mais sentido. Primeiro porque o Mustang já era usado na Xfinity, a divisão intermediária, desde 2011. E segundo devido a Chevrolet ter como modelo na Cup, desde o começo deste ano, o Camaro, o principal concorrente.

Desde o ano passado, equipes que usam carros da Ford, como Penske e Stewart-Haas, já vinham pedindo para que a fabricante atualizasse seu equipamento. É que a bolha do Fusion é considerada menos eficiente em termos aerodinâmicos que a do novo Toyota Camry (campeão na temporada passada) e do Camaro.

Alguém até pode questionar como a Ford tem o carro menos eficiente se tem sido a montadora dominante neste começo de 2018. A resposta é que as mudanças feitas pela fabricante no equipamento aconteceram debaixo do chassi, onde não dá para ver, e a bolha continua defasada em relação aos concorrentes. Agora, com a troca do carro, a expectativa é que esse problema seja resolvido.

Na Supercars, a Ford tinha saído oficialmente em 2015, apesar de equipes como Penske e Tickford continuarem correndo com seus modelos (mas sem receber nada por isso).

Aliás, a marca só não foi campeã no ano passado porque Scott McLaughlin foi punido diversas vezes na corrida decisiva, em Newcastle, quando podia terminar em 11º para ficar com a taça.

Apesar de ter levado McLaughlin ao vice-campeonato, a Penske já estava pedindo para que a montadora americana voltasse a investir na Supercars, ainda mais depois de a Holden ter desenvolvido um novo modelo para este ano. Para convencer a Ford, a Penske cogitou negociar com novas montadoras ou até se aliar à Holden, a principal rival.

Assim, nesta terça, a Ford não só confirmou que vai voltar a investir no certame australiano, como desenvolverá o Mustang ao lado das equipes Penske e Tickford, apesar de indicar que o dinheiro colocado será menor que o da Holden.

A notícia também é importante porque a Supercars deve perder a Nissan no fim do ano. Assim, com a Ford, permanecem ao menos duas montadoras confirmadas.

E não é coincidência que os dois anúncios do Mustang foram feitos nesta terça. É que pelo terceiro ano consecutivo o carro foi o esportivo mais vendido no mundo, e o anúncio foi feito nesta mesma data.

Longe da Nascar e da Supercars, o Mustang é o modelo que a Ford desenvolveu para categorias GT4, onde é usado principalmente nos EUA.

OUTROS CAMPEONATOS

Lembrando que no fim do ano passado, Sébastien Ogier condicionou sua renovação de contrato com a M-Sport, ao aumento de investimento da Ford no WRC. Do contrário, ele poderia ir para outra montadora.

Deu certo, e o francês lidera a temporada 2018 após três ralis disputados.

Quem deve receber menos investimentos são os Ford GT, que correm no WEC e na Imsa. Neste ano, a Ganassi só levou dois dois quatro carros para as 24 Horas de Daytona, e a expectativa é que um dos times seja extinto para a próxima temporada.

No lugar, a montadora americana tem sido especulada como nova parceira da Dragon (cujo dono é Jay Penske, filho de Roger Penske), para fazer sua estreia na Formula E.

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