Mês de abril é sinônimo de início dos principais campeonatos do automobilismo europeu. Neste fim de semana, não será diferente. É quando F2, WTCR, BTCC, F4 Inglesa, entre outros, dão a largada para a temporada 2018.

Outra categoria que se inicia é a Blancpain Sprint Series, disputada por carros GT.

Neste ano, ela terá um brasileiro: Lukas Moraes, que está confirmado na primeira etapa pela equipe 3Y, na única BMW do grid.

Moraes só fechou contrato na última semana, após testar com a escuderia francesa no fim de março, e será um dos poucos brasileiros a seguir o caminho da Blancpain Series, a principal competição de carros GT do mundo.

O certame nunca caiu no gosto dos pilotos do país. Stock Car e Indy, além de suas categorias de acesso, são as opções mais comuns para os brasileiros que deixam os monopostos da Europa, com o WEC (o Mundial de Endurance) ganhando importância nos últimos anos.

No resto do mundo é diferente. Por exemplo, só da rodada de abertura deste fim de semana, competidores de 17 nacionalidades diferentes tomarão parte. Incluindo de localidades como Rússia, Tailândia e Porto Rico.

E muitos deles fizeram carreira nos monopostos antes de se dedicarem aos carros GT. É o caso do atual campeão Mirko Bortolotti, que defendeu a Academia da Ferrari e o Red Bull Junior Team enquanto ainda tentava chegar à F1.

A exceção foi de 2013 a 2015, quando a BMW Team Brasil, equipe de Washington Bezerra, disputou o certame inscrevendo praticamente só pilotos do país, aumentando a população de brasileiros no grid.

Sem contar o time de Bezerra, foram poucos os representantes do país na Sprint Series. Rodrigo Baptista e Sergio Jimenez fizeram dupla em 2016, Cesar Ramos conquistou cinco vitórias em 2014 e, no ano anterior, Matheus Stumpf disputou todas as etapas por um time português.

Na popular Endurance Series, onde os times competem em trios, a situação dos brasileiros melhora, mas não muito. Além de Baptista, Jimenez e o BMW Team Brasil, fizeram temporada completa Bruno Senna (2015), Ramos (2013 e 2014), Carlos Kray (2013) e Carlos Iaconelli (2012).

Voltando a Moraes, este é seu retorno ao automobilismo europeu, após ter passado, em 2013, pela F-Abarth, uma precursora da F4 Italiana. Naquele ano, terminou com uma vitória e outros dois pódios, andando por uma das menores equipes do grid.

Desde então, participou de uma temporada da F3 Brasil e três do Brasileiro de Turismo (atual Stock Light), vencendo uma vez em cada categoria.

Na Blancpain Sprint, ele vai guiar na divisão Silver Cup – destinada a pilotos com categorização “silver” da FIA – ao lado do britânico Andrew Watson, que já fez parte do programa da McLaren para desenvolver pilotos para a divisão GT.

Deve ser um ano complicado para a dupla. Eles foram anunciados de última hora e andam por uma das menores escuderias do grid. Na própria Silver Cup, a concorrência é pesada, com o duo formado pelos belgas Alessio Picariello e Gilles Magnus, da WRT, como favorito.

O lado bom é que por ser a única BMW do grid, qualquer tipo de apoio que a montadora oferecer na Blancpain Sprint Series será exclusivamente para eles.

Neste ano a BSS deverá ter cerca de 20 carros por etapas, metade do ano passado. É que em 2017 as montadoras que quisessem somar pontos na Endurance Cup – e, portanto, correr nas 24 Horas de Spa-Francorchamps – eram obrigadas também a disputar a Sprint Cup. Nesse ano, essa regra caiu, e o que se viu foi uma debandada das equipes de fábrica. Ferrari, Mercedes, Bentley e BMW não inscreveram equipes de fábrica na categoria, apenas clientes. E não há carros de Nissan, McLaren, Aston Martin e Porsche. Só Audi, Lamborghini e Lexus estão com força máxima.

Você pode clicar aqui para ver os inscritos para a etapa de Zolder da Blancpain Sprint Series.

E aqui tem os resultados completos da rodada de abertura da Sprint Series e das principais categorias do automobilismo mundial neste fim de semana.