F3 Inglesa 2018 começa sem brasileiros

Campeonato que já revelou, em suas mais variadas versões, nomes como Ayrton Senna, Nelson Piquet, Emerson Fittipaldi, Rubens Barrichello e Matheus Leist, entre muitos outros, a F3 Inglesa começa a temporada 2018 neste fim de semana, em Oulton Park.

Se não contarmos 2014 – quando apenas quatro pilotos participaram de todas as etapas e havia seis carros em média no grid -, esta será a primeira vez desde 2008 sem nenhum brasileiro no grid de abertura.

Ainda falando de 2008, Clemente de Faria correu em duas etapas daquele ano enquanto Adriano Buzaid participou de uma. Mas eles chegaram com o torneio já em andamento.

A última vez que uma temporada da F3 Inglesa passou sem nenhum brasileiro ter competido em uma única prova foi em 1996, ano de transição da geração dos que foram fazer carreira na Indy, como Helio Castroneves e Cristiano da Matta, para os que chegaram à F1 ou próximo a ela, como Enrique Bernoldi, Luciano Burti e Mario Haberfeld.

Com ou sem brasileiros, o destaque deste ano é a volta de Billy Monger aos monopostos. No ano passado, o piloto teve as duas pernas amputadas após sofrer um grave acidente em uma prova da F4 Inglesa e, em menos de 12 meses, já está de volta à pista.

Ele guia um carro adaptado feito pela Carlin, onde acelera com controles no volante e freia com a parte da perna direita que não foi amputada.

O acerto com Monger, no entanto, causou polêmica, já que para acomodá-lo a Carlin precisou inscrever um quarto carro, pois já tinha três pilotos com contrato, e as regras determinam que os times podem no máximo ter trios. Algumas equipes reclamaram, mas a esquadra britânica foi liberada para alinhar também o britânico de 18 anos.

Atual campeã com Enaam Ahmed, a Carlin normalmente é apontada como favorita ao título, mas não é o que acontece neste ano.

É que dois dos outros três pilotos da escuderia são pagantes: o dinamarquês Nicolai Kjaergaard, que nunca conseguiu um pódio nas temporadas que fez na F3 e na F4, e o chinês Sun Yue Yang. O quarto piloto é Clement Novalak, que vai participar de apenas cinco das sete etapas porque também vai competir na F-Renault Eurocup, e há dois conflitos de datas entre os dois certames.

Após surgir bem no kartismo com dois títulos do WSK Super Master Series, Novalak tenta repetir o que fez Lando Norris, há dois anos, que também se dividiu entre F3 e F-Renault. A diferença é que, na época, Norris já era campeão da F4 Inglesa e da Toyota Racing Series e ainda conquistou a taça da F-Renault. Novalak está dando seus primeiros passos no monopostos, apesar de ter impressionado na TRS no começo do ano.

Como a Carlin não tem um megafavorito para este ano, outros pilotos se credenciam na luta pelo campeonato.

Linus Lundqvist, da Double R, é quem aparece como principal candidato. Após vencer certames de monopostos na Suécia, ele foi quinto colocado na F4 Inglesa, no ano passado, com cinco vitórias.

Outro com boas chances é Tom Gamble, atual campeão da Ginetta Junior e que surpreendeu ao pular direto para a F3 pela Fortec.

Há ainda Kush Maini. O piloto indiano, rival de Felipe Drugovich na época do kartismo, acertou com a Lanan para essa temporada. É a mesma equipe pela qual o irmão mais velho do piloto, Arjun Maini, hoje na F2, correu em 2014 e quase foi campeão. Tomou a virada de George Russell, agora reserva da Mercedes, só na última corrida. Mas aquela era uma época sem Carlin, Fortec e Double R.

Correndo por fora está Harry Webb, da Chris Dittmann, que chega à categoria após um ano discreto na F4 e orçamento limitado.

Primeira mulher a vencer uma corrida na F4, Alexandra Mohnhaupt assinou com a Douglas, onde será companheira da britânica Jamie Chadwick, que aposta na experiência de já ter disputado uma temporada do certame para brigar por pódios e vitórias. Mohnhaupt, no entanto, será substituída por Jordan Cane na rodada deste fim de semana porque ainda se recupera de um forte acidente sofrido nos treinos coletivos em Spa-Francorchamps.

E o último nome de destaque é o de Manuel Maldonado, primo do ex-F1 Pastor Maldonado. Talvez você se lembre de que houve um incêndio na garagem da Williams, após o venezuelano vencer o GP da Espanha de 2012. Em meio a fumaça, o ganhador saiu carregando um menino dos boxes. Era Manuel, que cresceu e inicia seu segundo ano na F3 pela Fortec.

Você pode clicar aqui para ver todos os pilotos inscritos para a temporada 2018 da categoria.

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