Pietro Fittipaldi na Super Formula 2018

Após um ano de hiato, o Brasil voltará a ter um representante na Super Formula, o principal campeonato de monopostos do Japão. É que Pietro Fittipaldi foi anunciado pela equipe LeMans, nesta terça-feira, dia 27, para competir na categoria que teve João Paulo de Oliveira até 2016.

Fittipaldi vai disputar cinco das sete etapas, já que há dois choques de data com a Indy: as provas de Autopolis e Sugo batem com o GP de Indianápolis e com as 500 Milhas, em maio.

Isso significa que após a estreia em Suzuka, no fim de abril, o brasileiro só voltará ao carro da categoria japonesa em 8 de julho, na quarta etapa da temporada, em Fuji.

Já escrevi algumas vezes aqui no World of Motorsport que o neto de Emerson Fittipaldi é um piloto que mostrou problemas de adaptação nas categorias pelas quais passou. Tanto na F-Renault Inglesa quanto na World Series, ele praticamente não brigou por pódios em seu primeiro ano, mas foi campeão na temporada seguinte.

Ou seja, não é o ideal ter dois meses e meio de intervalo entre suas duas primeiras corridas na Super Formula.

Mas há alguns fatores que podem beneficiar o brasileiro:

1) A LeMans é uma equipe acostumada a lidar com pilotos estrangeiros ou que não fizeram carreira no automobilismo japonês. No ano passado, por exemplo, levou Felix Rosenqvist ao terceiro lugar na tabela.

2) Apesar de não correr pela Super Formula do fim de abril ao começo de julho, não significa que Fittipaldi estará parado. Nesse tempo, vai disputar a etapa de abertura do Mundial de Endurance (WEC), além do GP de Indianápolis e as 500 Milhas, que têm praticamente duas semanas só de treinos.

3) O piloto tem conseguido bons resultados desde que se profissionalizou. Foi o segundo colocado no treino dos novatos da Formula E, impressionou a equipe Dale Coyne nos testes que fez na Indy e, nos treinos da Super Formula, foi mais rápido que Oliver Rowland, cotado para a vaga na LeMans, e que Kazuya Oshima, seu companheiro de equipe.

E andar bem no Japão pode ser importante para os próximos passos da carreira do brasileiro, como mostrou Pierre Gasly no ano passado. Foi na mesma Super Formula que o francês se destacou, com duas vitórias e um segundo lugar, mesmo sendo um novato. Desempenho que o garantiu na F1, onde é titular da Toro Rosso.

Não que Fittipaldi tenha chances de chegar à F1 em 2019 – ele ainda precisaria somar pontos na superlicença -, mas é uma oportunidade de se mostrar para as equipes. Só que antes precisará superar o problema de adaptação.

A temporada 2018 da Super Formula começa no dia 22 de abril, em Suzuka. Hiroaki Ishiura é o atual campeão, e o grid conta com alguns ex-F1, como Kamui Kobayashi, Kazuki Nakajima e Narain Karthikeyan.

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Um comentário sobre “Pietro Fittipaldi na Super Formula 2018

  1. Discordo sobre o Gasly. O piloto foi pra Superfórmula já com o caminho pavimentado para a F1 após o título da F2. Acho que o intuito foi mais ganhar quilometragem e manter a forma. Em relação ao Pietro, óbvio que ele tem muita gente por trás que sabe o que está fazendo…mas penso que correr em três categorias totalmente distintas pode não ser uma boa ideia…vai que ele anda mal nas três ( foco disperso, viagens, a citada dificuldade de adaptação) Enfim, pode ser um tiro no pênis.

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