Um pouco de Newman/Haas na Indy 2018

Não sei explicar por que, mas a Newman/Haas, mesmo seis anos após ter fechado as portas, é um dos nomes mais populares da Indy.

Talvez seja porque teve como sócios o ator Paul Newman – apaixonado por automobilismo e que não poupava esforços para conseguir bons patrocinadores – e Carl Haas, responsável pelo dia a dia da operação da esquadra.

Ou talvez porque sempre teve pilotos de qualidade desde a criação, em 1983, até a fusão da ChampCar com a Indy de 2007 para 2008. Nesses 24 anos, só quatro pilotos da escuderia jamais correram na F1: Paul Tracy, Bruno Junqueira, Oriol Servià e Graham Rahal.

Os outros foram Mario Andretti, Alan Jones, Michael Andretti, Teo Fabi, Nigel Mansell, Christian Fittipaldi, Roberto Pupo Moreno, Cristiano da Matta e Sébastian Bourdais.

Mario Andretti, Jones e Mansell conquistaram o título da F1 enquanto corriam por outras equipes antes de se mudarem para a categoria dos EUA, enquanto Bourdais (quatro vezes), Da Matta, Mansell e os dois Andretti foram campeões da Indy pelo time.

Agora, se você fechar os olhos por um instante e pensar no carro mais famoso da Newman/Haas, há uma boa chance de imaginar o branco e preto, patrocinado pela Kmart, do começo da década de 1990.

E é justamente esse modelo que será homenageado por Marco Andretti na etapa de Pheonix da Indy, marcada para o começo do mês de abril. Ele vai pilotar um carro com um layout alvinegro bastante parecido com o da Newman/Haas (veja na imagem de destaque acima), como uma forma de celebrar os 25 anos da última vitória do avô na categoria.

O curioso do triunfo de Mario Andretti em 1993 é que encerrou um jejum de cinco anos sem conquistas do piloto. Naquela época, o campeão de 1984 já tinha 53 anos de idade, e estava bem longe de seu auge (entre as décadas de 1960 e 1970).

Mas em 1993 o Lola Ford da Newman/Haas era um foguete e venceu seis corridas: cinco com Mansell – que levaria o título no fim daquele ano – e outra com Andretti, logo na segunda etapa da temporada.

E talvez tenha sido justamente nessa época que a equipe americana se tornou um fenômeno de popularidade. Como em 1993 Mansell era o atual campeão da F1, sua ida para a Indy foi amplamente divulgada e promovida no mundo todo. Por isso que quando pensamos em Newman/Haas vem logo a imagem do carro branco e preto na cabeça. Mais por causa de Mansell, menos por Andretti. Mas tudo bem, a homenagem é válida da mesma maneira.

E quem também vai se dar bem com a história é a Oberto, fabricante americana de salgadinhos de carne que estampará sua marca no carro em Phoenix. O equipamento também terá os logos da Circle K, uma loja de conveniência onde os Oberto são vendidos, que nada tem a ver com a Kmart, a patrocinadora original da Newman/Haas, além de ambas terem a letra “K” em destaque.

Em tempo: em 2012, eu e João Paulo Borgonove, colega de trabalho na época, escrevemos uma reportagem sobre o fim da Newman/Haas, que muito teve a ver com a morte de Newman alguns anos antes e os problemas de saúde enfrentados por Carl Haas. Teve entrevistas com Bourdais, Servià e Rahal, além de Simona de Silvestro e do saudoso Justin Wilson. Você pode clicar aqui para tentar relembrar.

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