foto: Martin Lee/Wikimedia commons

25 anos da estreia de Barrichello na F1

A estreia de Rubens Barrichello na F1, no GP da África do Sul de 1993, completou 25 anos nesta quarta-feira, dia 14.

Campeão da F3 Inglesa em 1991 e terceiro colocado na F3000 no ano seguinte, o brasileiro disputou os primeiros de seus 322 GPs na F1 pela Jordan, equipe que ainda tentava se firmar. Em 1992, por exemplo, o time irlandês tinha marcado um único ponto.

Não que a primeira temporada de Barrichello tenha sido muito melhor. Ao todo, ele somou dois pontos, ambos obtidos com o quinto lugar no GP do Japão, penúltima etapa daquele ano.

O brasileiro teve mais destaque no GP da Europa, disputado debaixo de chuva em Donington Park, e que teve a chamada “melhor primeira volta da história” com Ayrton Senna passando quatro carros rapidamente para assumir a liderança.

Naquela prova, Barrichello, que havia largado em 12º, também fez uma série de ultrapassagens no começo, completando a primeira volta em quarto. No fim, brigava por pódio quando abandonou devido a um problema na pressão do combustível.

E foi na transmissão do GP da Europa que Galvão Bueno disse uma de suas frases mais conhecidas. “Quando é que o Andretti vai fazer sua estreia na na F1?” (veja o vídeo do momento abaixo)

Oficialmente, também faz 25 anos que o americano competiu pela primeira vez na categoria, mas há quem diga que até hoje não estreou.

O comentário não foi gratuito. É que Andretti fora contratado pela McLaren a peso de ouro, após ser campeão da Indy em 1991 e vice no ano seguinte. A equipe tinha medo de perder Senna – que só assinou para correr na África do Sul às vésperas do GP – e precisava de um nome de peso.

Mas o americano abandonou em Kyalami e se envolveu em acidentes na primeira volta em Interlagos, na segunda corrida do ano, e também na primeira volta em Donington Park. Sem praticamente correr, Galvão quis saber quando o badalado Andretti enfim ia mostrar tudo o que prometera.

Após 13 corridas, um pódio e sete pontos marcados, ele voltou para os EUA.

A terceira estreia do GP da África do Sul foi de Luca Badoer. O italiano disputou 50 GPs na F1 e nem sequer pontuou. Chegou perto. No GP da Europa de 1999, disputado debaixo de muita chuva, estava em quarto quando o carro da Minardi pifou. O piloto não aguentou, se ajoelhou ao lado do equipamento quebrado e chorou compulsivamente.

Depois, ele substituiu Felipe Massa, na Ferrari, em 2009, quando o brasileiro perdeu a segunda metade daquela temporada pelo acidente com uma mola que atingiu seu capacete. Então piloto de testes da escuderia italiana, Badoer, que há dez anos não disputava um GP, foi 17º em Valência, 14º em Spa-Francorchamps e nunca mais reapareceu na F1.

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