Carmen Jordá voltou a ganhar espaço no noticiário, na última semana, por causa de um  comentário sexista que fez sobre a Formula E.

Pilotas, engenheiras e fãs do esporte a motor usaram as redes sociais não só para criticar Jordá, mas também para criticar a FIA, uma vez que a espanhola faz parte da Comissão das Mulheres da entidade.

Afinal, como a FIA pôde escolher para a comissão uma pilota que já deu declarações sobre mulheres não poderem competir de igual para igual com os homens na F1?

Aí é que está a confusão. A FIA não escolheu. Jordá foi indicada pela Real Federación Española de Automovilismo, a principal entidade do automobilismo na Espanha.

Como o nome dela que ficou em evidência por causa das reclamações, pareceu que ela era a única integrante ou tivesse poder de decisão na comissão.

Não é nada disso. São 30 nomes no grupo, e Jordá representa a federação espanhola. Também fazem parte a britânica Leena Gade, engenheira de James Hinchcliffe na Indy e com passagem pela Audi no WEC, e Keiko Ihara, japonesa que pilotou no WEC há alguns anos.

Há, inclusive, uma brasileira: Fabiana Ecclestone, mulher de Bernie Ecclestone, antigo detentor dos direitos comerciais da F1.

A presidente da comissão é Michèle Mouton, francesa e um dos principais nomes do Mundial de Rali na década de 1980, no auge da modalidade. É ela quem comanda a Comissão das Mulheres e decide o que vai ser discutido, não Jordá.

No começo deste ano, a comissão se reuniu em Paris e formulou 2009 metas para encorajar a participação das mulheres no esporte a motor. Uma delas, lançada nessa semana, é um processo de seleção de jovens em países da Europa. O objetivo é que seis pilotas sejam escolhidas para receber treinamento da FIA.