Novos carros da F1 2018 – Toro Rosso STR13

Pilotos
10 – Pierre Gasly (FRA)
28 – Brendon Hartley (NZL)

Até o início de setembro do ano passado, parecia definido que a Toro Rosso começaria 2018 com motor Renault e tendo Carlos Sainz e Daniil Kvyat como dupla de pilotos.

Aí a McLaren se separou da Honda após o péssimo desempenho nas últimas três temporadas, e a equipe italiana percebeu que o acordo com a montadora japonesa era a chance de viver dias melhores. Afinal, teria tempo de desenvolver o problemático propulsor nipônico, além de receber uma boa grana para usá-los.

Para romper o contrato que tinha com a Renault e fechar com os japoneses, aceitou emprestar Sainz para a montadora francesa. E, em seguida, dispensou Kvyat, que havia somado apenas nove pontos desde que perdera a vaga na Red Bull, no começo de 2016.

É nessa transição que a Toro Rosso chega para a temporada 2018 com muitas dúvidas. Será que dupla de pilotos formada de última hora vai dar certo? Será que o motor Honda enfim será rápido e confiável? E deu tempo de preparar o STR13 para receber o equipamento japonês?

Ainda está cedo para responder a essas questões. Mas o novo carro da Toro Rosso traz algumas dicas do que podemos esperar para o campeonato.

Dentre as principais novidades, o carro de 2018 voltou a ter um bico mais fino na ponta, similar ao usado por boa parte do grid, como McLaren, Red Bull, Ferrari e pela própria Toro Rosso até 2016. No ano passado, o bico do STR12 era uniforme, similar ao da Mercedes. Segundo os engenheiros, o formato adotado neste ano contribui para o fluxo do ar.

Outra mudança para este ano é que o suporte da câmera – o apêndice aerodinâmico na lateral – está mais baixo no STR13 que no seu antecessor. Desenvolver essa área foi uma ideia da Mercedes há quatro anos. Até então, era uma região pouco explorada pelas equipes da F1.

Para terminar os novos componentes, quanto ao halo, a proteção do cockpit que estreia em 2017, a Toro Rosso optou por uma versão aerodinâmica (veja na galeria abaixo). Nas outras áreas, o STR13 parece uma evolução do equipamento do ano passado.

PONTO FORTE: Apesar de a Toro Rosso estar longe de ser uma tragédia, é difícil encontrar algum aspecto que lhe dê vantagem. Estamos falando do time com terceiro menor orçamento da F1 – ou seja, o apoio da Red Bull é mínimo -, com dois novatos como dupla de pilotos e que terá o motor Honda, considerado o pior entre os quatro da categoria.

O diferencial acaba sendo o próprio acordo com a montadora japonesa. Afinal, por ser a única equipe com apoio da marca asiática, vai receber sempre o motor mais novo e mais desenvolvido. Lembrando que, no fim de 2017, a equipe acusou a Renault, sua antiga fornecedora, de oferecer propulsores de pior qualidade, quando as duas brigavam pelo sexto lugar no Mundial de Construtores.

PONTO FRACO: somados, Hartley e Gasly disputaram apenas nove GPs até agora na carreira. Aliás, no ano passado, a Toro Rosso se tornou a primeira equipe em 23 anos a trocar totalmente sua dupla de titulares de uma corrida para outra no meio da temporada. É claro que estamos falando de dois pilotos talentosos, campões do WEC e da F2, respectivamente, mas a falta de experiência deve pesar negativamente para eles.

 

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Clique abaixo para saber mais sobre as equipes da F1 2018:
Guia da F1 2018
Haas – VF-18
Williams – FW41
Red Bull – RB14
Renault – RS18
Sauber – C37
Ferrari – SF71H
Force India – VJM11
McLaren – MCL33
Mercedes – W09

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