Fernando Alonso no WEC

Quando Fernando Alonso anunciou que iria correr as 500 Milhas de Indianápolis de 2017, após apenas o segundo GP da F1 daquele ano, escrevi aqui no World of Motorsport que era sinal de o espanhol estar jogando a toalha para a temporada. Naquele momento, ele já sabia que não dava para esperar nada do equipamento da McLaren – principalmente do motor Honda.

Nesta terça, dia 30, o bicampeão deu uma notícia parecida: vai disputar pela Toyota as etapas do WEC (o Mundial de Endurance) deste ano – menos as 6 Horas de Fuji, que acontecem no mesmo dia do GP dos EUA -, o que inclui as 24 Horas de Le Mans.

Faz parte do plano de Alonso conquistar a tríplice coroa do automobilismo, ou seja, vitórias no GP de Mônaco, na Indy 500 e em Le Mans – a do Principado ele já tem.

Mas o anúncio desta terça não é só sobre a tríplice coroa. Le Mans é a segunda corrida do calendário deste ano. Se o objetivo fosse apenas ganha-la, não teria por que o espanhol participar das outras etapas do WEC. Podia só correr em Spa-Francorchamps, na abertura da temporada, para se acostumar com o equipamento, e na tradicional prova francesa.

A decisão de competir no WEC desde já é para não precisar esperar até a aposentadoria da F1 para tentar aumentar suas conquistar no esporte a motor.

O espanhol nunca escondeu que seu maior desejo é o tricampeonato da F1. Mas o tempo está correndo contra ele. Completando 37 anos em 2018, Alonso deve ter apenas mais uma chance de garantir um carro competitivo para lutar pelo título.

Será no fim deste ano, quando acaba seu vínculo com a McLaren, e os principais pilotos, exceto Sebastian Vettel e Max Verstappen, ficarão sem contrato. Ou seja, poderá haver vagas para o espanhol em Mercedes, Ferrari, Red Bull e Renault, além de permanecer na própria McLaren.

Lembrando que normalmente os acordos mais longos no automobilismo são de três anos, então no fim do próximo vínculo Alonso terá 40. Será que uma equipe grande estará disposta a dar uma chance ao espanhol com essa idade?

Para não precisar esperar até lá para decidir o que fará da carreira, ele usou a ida para o WEC para aproveitar que ainda está no auge como piloto para voltar a vencer – seja na F1 ou fora dela.

Afinal, os últimos três anos foram praticamente perdidos por causa do péssimo desempenho da parceira entre McLaren e Honda.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s