8 anos de World of Motorsport

Desde que comecei o World of Motorsport, oficialmente no dia 1º de janeiro de 2010 (há oito anos), não me lembro de o automobilismo brasileiro estar perto de uma crise tão grande.

Há alguns motivos para deixar quem gosta do esporte a motor preocupado:

1) Com a nova aposentadoria de Felipe Massa, desde o começo da década de 1970 o país não ficava sem um piloto na F1.

2) Há uma indefinição sobre o GP do Brasil acontecer após o fim do contrato atual, que vai até 2020. A imprensa inglesa já noticiou que o atual promotor não tem interesse em continuar organizando a corrida por aqui e cogita voltar para a Hungria. Ele é próximo de Bernie Ecclestone, com quem conseguia bons acordos para o GP, e, como todos os aliados do antigo chefe da F1, ainda está começando a lidar com a Liberty. Até o momento, não há interesse de novos promotores pela prova (que é deficitária).

3) Interlagos pode ser privatizado no começo deste ano, e ninguém sabe a consequência. Vai depender de quem comprar – se vai querer manter a pista ou se vai preferir erguer condomínios no lugar.

É muito provável que 2018 termine, e nenhum desses três pontos sejam resolvidos: seguiremos sem brasileiros na F1 em 2019, o GP do Brasil continuará acontecendo e Interlagos, público ou privado, estará lá. Mas essa é a primeira vez que a crise no automobilismo brasileiro ataca por todos os lados e pode ter um resultado catastrófico.

O lado bom é que, enquanto não há respostas para os problemas acima, existem iniciativas para tentar colocar o esporte nos trilhos.

Elas incluem o projeto da Escola de Kart, para criar interesse no esporte a motor entre crianças e adolescentes, os programas de jovens pilotos da Shell e da Porsche, a Seletiva Petrobras, a vaga na seletiva do Road to Indy, a bolsa da CBA para a F3 Brasil e a possível chegada da F4 em 2019. Isso sem falar em categorias profissionais, como a Stock Car, que deve aumentar o número de carros no grid deste ano.

O ideal é que todos esses projetos se comunicassem, como acontece no Road to Indy, com um piloto podendo começar na Escola de Kart e, tendo o desempenho necessário, apoio suficiente para correr no kartismo, na F4, na F3, na Porsche e para sair do país e ficar ao menos dois anos lá fora até conseguir atrair seus próprios patrocinadores.

Talvez a solução para a crise no automobilismo brasileiro seja justamente essa: acertar primeiro o kartismo e depois as categorias de entrada dos monopostos. Daí o resto vem naturalmente, com o eventual surgimento de um novo brasileiro para a F1, que criaria interesse em ter uma corrida por aqui, seja em Interlagos (ou no que restar dele), seja em outra pista, caso se chegue a esse ponto.

Enfim, os próximos meses podem ser bastante intensos para o automobilismo brasileiro, e você pode acompanhar aqui no World of Motorsport todo o desenrolar desses episódios, sempre com conteúdo exclusivo, porque o importante aqui é a qualidade do que é postado e não números de audiência.

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