Olin Galli e a bolsa para correr no Road to Indy

Faltando pouco mais de dois meses para o início da temporada 2018, a USF2000 tem até agora quatro pilotos confirmados: a Newman Wachs anunciou o americano Darren Keane, destaque dos treinos de pós-temporada, e Oscar DeLuzuriaga, de Cingapura. Já a Pelfrey terá o sul-africano Julian van der Watt em um de seus carros.

O quarto nome é o do irlandês Keith Donegan, que venceu a seletiva do Road to Indy, cujo prêmio foi uma bolsa para disputar a temporada completa da USF2000 – por uma equipe ainda a ser definida.

Para ficar com a bolsa, Donegan superou 16 outros pilotos, incluindo o brasileiro Olin Galli.

Os dois, aliás, têm carreiras parecidas. Galli, de 21 anos, já tinha passado da época de fazer a transição do kart para os monopostos, mas por uma série de razões nunca deixou o kartismo, tendo apenas feito testes de F3 e F-Renault, além de algumas provas de turismo.

Donegan, de 20, também buscava uma segunda chance. No caso dele, interrompeu a carreira há alguns anos para terminar os estudos na universidade. Voltou em 2017, quando construiu ao lado do pai um carro de F-Ford para disputar campeonatos semiamadores no Reino Unido.

Sua classificação para a disputa da bolsa aconteceu no F-Ford Festival, um tradicional campeonato da modalidade que acontece há décadas em terras britânicas. Ele foi o segundo colocado na pista, mas, como o campeão já passou da idade máxima permitida pela seletiva americana (Joey Foster tem 35 anos), Donegan ficou com a vaga.

No caso de Galli, o passaporte para a seletiva decisiva veio em uma das etapas da Copa São Paulo Light, de kart. Na ocasião, foi o vencedor de uma das baterias e terminou em quarto na outra. Como estava dentro do do limite de idade, se classificou para o shootout do Road to Indy.

Nos EUA, o brasileiro avançou até a fase final, quando os cinco mais rápidos voltaram à pista para uma simulação de treino classificatório e de corrida, dos quais Donegan saiu como o mais bem avaliado.

O bom desempenho de Galli, no entanto, é exceção. Com 21 anos, ele pôde fazer uso da experiência (além do talento) para chegar ao top-5. Mas não dá para esperar que todo ano um kartista brasileiro repita esse desempenho. Basta lembrar que em 2016 o representante do país foi Marcel Della Coletta, então com 14 anos, sete a menos que Galli agora.

Se levarmos em conta que entre os cinco finalistas da edição de 2017 quatro tinham mais de 19 anos (só um tinha 15), talvez não seja a melhor ideia indicar um piloto com tão pouca experiência para disputar a bolsa. 

Para que o representante brasileiro tenha uma chance, vai sempre depender de um piloto mais experiente “descer” dos monopostos para o kartismo para disputar a seletiva aqui no país. Inclusive, foi o que aconteceu neste ano com nomes como Vinicius Papareli e o próprio Della Coletta.

Para não depender de novas exceções, o ideal seria que a vaga brasileira na seletiva do Road to Indy fosse disputada por pilotos mais experientes, como os da divisão Academy da F3. Ou ao campeão de uma eventual F4, categoria que pode chegar no país em 2019.

Você pode clicar aqui para ver como está a formação do grid da USF2000 de 2018.

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