Só Sennas, Piquets e Fittipaldis são campeões pelo Brasil?

Esse foi um assunto que surgiu na última semana, quando Pietro Fittipaldi e Bruno Senna foram campeões, no Bahrein, da World Series e da divisão LMP2 do WEC, respectivamente.

Afinal, será que o automobilismo brasileiro não evoluiu nada e até hoje, depois de décadas, depende que um Senna, um Piquet ou um Fittipaldi seja campeão?

É claro que não.

Só ver qual foi o principal título conquistado por um piloto brasileiro neste ano. Não foi a World Series nem a LMP2 do WEC. Foi o da Formula E, levado pela família Di Grassi.

Fora os carros elétricos, a família Franzoni triunfou na Pro Mazda, a família Serra subiu no degrau mais alto do pódio em Le Mans (e também pode levar a Stock Car) e a família Drugovich lidera o MRF Challenge após a primeira rodada, depois de ter brigado pelo título da F4 Alemã.

Isso sem falar da família Sette Câmara, que liderava em Macau até a última curva, e da família Castroneves, que bateu na trave nas 500 Milhas de Indianápolis e disputou o título da Indy até a última etapa.

É normal que por fazerem parte de famílias com tradição no automobilismo brasileiro, que filhos, sobrinhos e netos de Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna tenham seguido no esporte a motor. Da mesma forma, eles uniram a capacidade de atrair patrocínios por causa de seus sobrenomes com muita habilidade na pista.

Mas esse não é um fenômeno que só acontece no Brasil. Por exemplo, o filho de Alain Prost dividiu o carro com Bruno Senna na maior parte das etapas do WEC. Ainda na França, o filho de Jean Alesi ganhou três provas na GP3 e o de Olivier Panis correu tanto no WTCC quanto no TCR, além de Sacha Fenestraz, campeão da F-Renault Eurocup, que é cunhado de Pechito López.

E Mathias Lauda, filho de Niki Lauda, também foi campeão do WEC, mas na GTE-Am.

Na Alemanha, o filho de Michael Schumacher correu na F3 Euro neste ano, enquanto o primo dele, filho de Ralf, deve estrear na F4 em 2018. F4, aliás, onde também estarão os filhos de Mick Doohan (um dos principais nomes da história da Motovelocidade) e de Andy Priaulx, megacampeão do WTCC na época da BMW.

Para esses outros países vale a mesma premissa: se a gente ignorar que há outros pilotos sendo campeões e vencendo corridas, então de fato são sempre as mesmas famílias no esporte a motor.

Foto José Mario Dias/Divulgação

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