Recomeço para Castroneves

A Penske confirmou, na última semana, que após 20 anos Helio Castroneves deixa a Indy para disputar a temporada completa da Imsa a partir de 2018.

Uma das justificativas é que a equipe vinha com dificuldade de ter patrocínio para quatro carros na Indy e ainda planejava expandir as operações para as corridas de longa duração. Assim, a solução foi puxar Castroneves, o mais velho e único do quarteto da escuderia a nunca ter sido campeão, para a Imsa e distribuir o patrocínio do brasileiro entre os outros pilotos.

Do ponto de vista técnico, a decisão da Penske não faz muito sentido. Castroneves teve em 2017 sua melhor temporada desde 2008 em termos de voltas lideradas (442) e posição média de chegada (6,2). Também foi o piloto que mais pontuou em ovais e acabou no top 5 nas últimas três etapas, terminando com a fama de piloto que perde desempenho nas últimas corridas do ano (em 2014, por exemplo, o título escapou porque o brasileiro não fechou no top 10 em nenhuma das últimas cinco corridas daquela temporada).

Com o bom desempenho nos ovais, talvez a Nascar fosse uma opção até melhor que a Imsa nesse momento de carreira pós-Indy.

Mas a ida para as corridas de longa duração pode dar certo. Apesar de ter vencido as 500 Milhas de Indianápolis três vezes, Castroneves é criticado por não ter sido campeão da Indy nenhuma vez. Na verdade, o último título do brasileiro (sem contar o Dancing with the Stars) foi o Brasileiro de Kart, ainda na década de 1990. E na Imsa ele tem uma boa chance de mudar seu retrospecto.

Com 42 anos, os números de Castroneves na última temporada mostram que ele ainda está em ótima forma física. Christian Fittipaldi, por exemplo, tinha os mesmos 42 anos quando voltou à Imsa em 2013. E Scott Pruett já tinha 44 quando venceu o primeiro título da Grand-Am, em 2004. Ainda conquistaria o certame mais três vezes.

Christian e Pruett, aliás, são bons exemplos de pilotos que tiveram carreiras regulares na Indy, mas que se tornaram megacampeões nas corridas de longa duração.

Ou seja, Castroneves ainda tem mais alguns anos de competitividade para tentar seguir o caminho dos ex-colegas e levantar suas taças na Imsa e ampliar seu legado no esporte a motor.

O problema para ele é que a categoria deve ser muito mais competitiva no ano que vem. Além da entrada da Penske (que também terá Ricky Taylor, Juan Pablo Montoya e Dane Cameron como pilotos), a Imsa receberá Felipe Nasr, em um dos carros da Action Express, e a equipe Joest, a mesma que inscrevia os carros da Audi no WEC, operando os carros da Mazda. Fora a melhora que times como VisitFlorida e ESM tiveram no fim da última temporada.

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