Mudança positiva para a Indy

Com a temporada da Indy recém-terminada, as próximas semanas devem ser marcadas por uma série de anúncios oficiais de pilotos e equipes para o ano que vem.

Dois deles são especulados há algum tempo: a Ganassi deve inscrever apenas dois carros em 2018, enquanto a Penske terá três (caso a ida de Helio Castroneves para a Imsa se confirme). Neste ano, ambas têm alinhado quatro cada.

Mas essa diminuição não quer dizer que o grid do ano que vem será menor. É que ao menos duas equipes podem estrear na categoria: a Carlin, que deve ter Max Chilton e Charlie Kimball, vindos da Ganassi, e a Harding, que já disputou algumas etapas neste ano com Gabby Chaves.

É muito bom para a Indy que haja mais equipes interessadas em correr, mesmo que não aumente o número de carros por prova. Isso deixa o campeonato mais forte e pode evitar futuras crises.

Equipes enormes são uma forma de acabar com uma categoria. Não é incomum que um time com quatro pilotos, por exemplo, procure patrocinadores de escuderias menores para conseguirem se manter. Eles vendem o patrocínio de um de seus equipamentos (seja por apenas uma corrida, seja por toda a temporada) e, em troca, oferecem bons resultados na pista – e consequentemente mais tempo de exposição para a marca.

Assim, a equipe menor perde seu investidor e fecha as portas, como aconteceu com a KV no fim de 2016.

Também foi o que ocorreu com a Nascar. Lá, como são quase 40 corridas por ano, a solução encontrada pelas grandes escuderias foi ir atrás dos patrocinadores das pequenas e médias.

O resultado foi marcas como M&M’s ou Jimmy John’s deixando os times de Robert Yates e de Rusty Wallace, que acabaram encerrando suas atividades. É por isso que os grids das principais divisões não chegam mais aos 43 carros (há alguns anos 50 pilotos se inscreviam por das provas) e há cada vez menos times de fato brigando pelas vitórias.

E ter mais equipes em um campeonato também é uma forma de diminuir o poder das grandes. Como perder quatro carros de uma vez só pode ser terrível para um campeonato, as esquadras maiores podem ameaçar deixar o certame caso as regras não sejam aprovadas de acordo com seus interesses (o que afeta a competitividade, como consequência).

E não é só na Indy que as equipes deveriam ter menos carros. O segredo para ter um campeonato fortalecido é criar um ambiente em que os times menores consigam sobreviver financeiramente. É mais um atrativo para a chegada de novos times.

Fora que se equipes com orçamentos limitados formam boa parte do grid, significa que as grandes têm condições de se manter no esporte – tanto com dinheiro quanto enfrentando adversários igualmente preparadaos.

Basta ver que pouquíssimas categorias do mundo conseguem se manter na ativa quando as equipes pequenas começam a fechar as portas uma depois da outra.

A única exceção, por enquanto, é a F1, que é capaz de matar as equipes pequenas, mas mantém grids com cerca de 20 carros desde a segunda metade da década de 1990. Lá o preocupação é outra: fazer uma gigante – a Ferrari – continuar a competir.

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