De saída?

O mercado de pilotos da Indy para 2018 anda tão louco que basta alguém ser especulado fora da categoria na próxima temporada para que ele anda bem.

Foi assim com Helio Castroneves na última semana e, dessa vez, com Marco Andretti.

O destino de ambos no ano que vem deve ser o mesmo: as corridas de longa duração.

Segundo reportagem publicada pela revista Racer há duas semanas, Castroneves vai ser um dos pilotos da Penske na Imsa, categoria na qual a equipe vai competir com apoio de fábrica da Honda.

E bastou a reportagem ser publicada – a Penske não nega nem confirma – para que o brasileiro encerasse um jejum de quase três anos e vencesse a etapa de Iowa da Indy dias depois, entrando de vez na briga pelo campeonato.

Nesta semana, foi a vez de especulações sobre a ida de Marco Andretti para o endurance ganharem força. A Andretti nega, mas é fato que ele é o piloto mais fraco da equipe que logo logo precisará acomodar Colton Herta, filho de Bryan Herta e atualmente na Indy Lights.

Como Takuma Sato tem apoio da própria Honda, Alexander Rossi é quem vem tendo o melhor desempenho na pista e Ryan Hunter-Reay já foi campeão, sobra a vaga de Marco, que há anos não é competitivo.

Só que o piloto andou bem em Toronto e terminou no top 5, o primeiro dele na temporada. É claro que o resultado pode não ser o suficiente para salvá-lo, mas é curioso como tanto ele quanto Castroneves tiveram boas provas quando se viram – ao menos pelas notícias – expulsos da Indy.

Voltando a Castroneves, a decisão da Penske de tirá-lo da Indy num momento em que é o principal rival de Scott Dixon é estranha. Estamos falando de um piloto que tem 6,5 de posição final média (sua melhor desde 2006) e 5,3 de posição média de largada.

Em comparação, Dixon tem o mesmo 5,3 de largada, mas 7 de chegada (graças ao 32º lugar de Indy), e Simon Pagenaud 9,9 de média de largada (ano passado foi de 3,9). Ou seja, o francês, segundo melhor piloto da Penske na tabela de pontos, não está melhor posicionada na luta pelo título porque precisa fazer corrida de recuperação em praticamente todas as etapas após classificações ruins.

Quanto ao brasileiro, é verdade que não tem mais o mesmo ritmo de prova de antes, mas é o melhor desempenho médio dele em dez anos e terceiro melhor da carreira.

A Penske pode estar pensando no futuro ao manter Pagenaud, Will Power e Josef Newgarden, mas se nenhum deles conseguir ser mais frequentes nas disputas por vitórias, o resultado pode ser tútulos cada vez mais fáceis para Dixon.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da Indy em Toronto assim como os das principais categorias do automobilismo mundial neste fim de semana.

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