A F1 na Indy 500

Se alguém que só acompanha a F1 decidiu ver as 500 Milhas de Indianápolis neste fim de semana por causa de Fernando Alonso percebeu que alguns nomes bem conhecidos andaram bem na prova.

A começar por Takuma Sato, ex-piloto de Honda, Jordan e Super Aguri, que foi o ganhador.

Destaque também para Max Chilton, ex-Marussia, que liderou o maior número de voltas da etapa, com 50. Quase o dobro das 27 de Alonso.

Entre os ex-F1, o Alexander Rossi, ganhador do ano passado, após um problema nos boxes terminou em sétimo, uma posição atrás de Juan Pablo Montoya. A etapa teve também Sébastien Bourdais, que não correu depois de sofrer um forte acidente na classificação.

Mas se a corrida deste ano teve seis pilotos com passagem pela F1, o número ainda é muito pequeno perto do grid de 1995, o último antes da separação entre Cart e IRL.

Naquele ano, época do auge da Indy, foram 12 pilotos que já tinham disputado ao menos um GP. Eram Christian Fittipaldi, Elizeo Salazar, Mauricio Gugelmin, Teo Fabi, Danny Sullivan, Roberto Guerrero, Stefan Johansson, Raul Boesel, Bobby Rahal, Michael Andretti e Eddie Cheever, além de Emerson Fittipaldi, que não se classificou para a corrida no maior vexame da história da Penske, com seus dois carros fora das 500 Milhas.

Com a separação entre IRL e Cart, que ficou sem as 500 Milhas no calendário, a maior parte dos pilotos vindos da Europa não tomaram mais parte da tradicional prova.

Desde então, separadas as duas categorias se enfraqueceram. Voltaram a se unir em 2008, mas a Indy nunca retomou o tamanho que tinha na década de 1990. Até perdeu para a Nascar o posto de principal campeonato dos EUA.

O acidente na etapa de Las Vegas, em 2011, que matou Dan Wheldon, foi a gota d’água para que os pilotos do automobilismo europeu parassem de cogitar seguir carreira nos EUA e seus ovais. Apenas exceções como Rubens Barrichello e o próprio Chilton trilharam esse caminho.

Nesse tempo, a Formula E e o WEC cresceram, atraindo quem ficava sem espaço na F1.

Por isso a surpresa quando Fernando Alonso decidiu correr as 500 Milhas. E a participação do espanhol pode se tornar uma nova entrada de pilotos reconhecidos para a Indy. Não que sejam do mesmo tamanho dele ou de Nigel Mansell, mas podem ser novos Christians, Salazares, Gugelmins, Johanssons e Cheevers. Como é o caso de Chilton e de Sato, dois dos principais nomes desta Indy 500.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos das 500 Milhas de Indianápolis, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial neste fim de semana.

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