Barrichello já teve ‘ano de Alonso’ na F1

Não é tão incomum na história da F1 carros que nem sequer conseguem terminar as corridas. É o que está acontecendo com a McLaren, que já acumula cinco abandonos nas três primeiras etapas de 2017.

No Bahrein, não foi diferente. Enquanto Stoffel Vandoorne nem mesmo largou, Fernando Alonso foi obrigado a voltar para os boxes faltando três voltas para o fim, quando estava em uma “emocionante” briga com Jolyon Palmer e Danill Kvyat, bem longe da zona dos pontos.

Talvez o carro mais problemático da categoria antes do MCL32 tenha sido o Stewart pilotado por Rubens Barrichello e Jan Magnussen na temporada 1997.

Naquele ano, a equipe de Jackie Stewart (que mais tarde daria origem à Red Bull) estreava na F1 após conseguir o apoio de fábrica da Ford, desbancando a Sauber na concorrência pelo equipamento.

O problema é que o motor entregue era totalmente problemático. Uma falha na lubrificação fazia com que ele estourasse quando era forçado – ou seja, em qualquer corrida em condições normais.

Para piorar, o SF01 ainda tinha falhas de transmissão e hidráulicos, que deixava seus pilotos na mão quando o motor (ainda) não tinha ido embora.

Como resultado, Barrichello abandonou 15 das 17 corridas daquele ano, enquanto Magnussen recebeu a bandeira quadriculada em apenas quatro oportunidades.

A exceção foi o GP de Mônaco, disputado debaixo de muita chuva. Por se tratar de um circuito de rua e com velocidades reduzidas devido ao mau tempo, o motor Ford não foi tão exigido e aguentou. Resultado: Barrichello saiu de décimo no grid para o segundo lugar, ficando atrás apenas do vencedor, Michael Schumacher.

Foi a única vez que a Stewart pontuou naquele ano, e curiosamente foi o melhor resultado do brasileiro pela equipe. Ele ainda conseguiria três terceiros lugares e uma pole em 1999.

Por uma ironia do destino, o pódio veio justamente em Mônaco, pista na qual Alonso não vai competir em maio, porque vai participar das 500 Milhas de Indianápolis, da Indy.

Também é bom não esquecer que há duas diferenças entre Stewart e McLaren. A primeira era uma equipe estreante, do meio do pelotão, na qual problemas mecânicos já eram esperados. A outra é uma das maiores campeãs da história da F1, que há três anos não consegue ser competitiva e tem em seus carros um bicampeão do mundo (para muitos o melhor piloto do grid) e uma estrela das categorias menores.

A outra é que hoje o regulamento determina que os pilotos só podem usar quatro motores por temporada. Ou seja, problemas mecânicos são ainda mais inadmissíveis.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da F1 no Bahrein, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no último fim de semana.

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