Fim do jejum brasileiro de vitórias na World Series

Pietro Fittipaldi começou muito bem a temporada 2017 da World Series, com duas poles e duas vitórias nas corridas disputadas neste fim de semana em Silverstone.

Além de se colocar na liderança do campeonato, com 50 pontos, ele quebrou dois jejuns de pilotos brasileiros na categoria: eram quatro anos sem poles e nove sem vitórias.

A última vez que um representante do país havia largado na frente tinha sido na etapa da Hungria de 2013, quando André Negrão colocou o carro da Draco na pole, em um dia de muita chuva. O brasileiro, no entanto, abandonou a corrida, e a vitória ficou com Nico Müller – hoje piloto da Audi no DTM – seu companheiro de equipe na Draco.

E dois anos antes Cesar Ramos tinha conquistado poles para as etapas da Aragón e Monza, em duas corridas nas quais terminou em quarto, e Kevin Korjus foi o ganhador.

Por falar em vitória, a última de um brasileiro na World Series tinha acontecido em 2008, com Fabio Carbone.

Aquela tinha sido uma temporada curiosa para Carbone, que assinou com a Ultimate Signature, equipe que estreava no campeonato. Era a fusão da britânica Ultimate e da francesa Signature, ambas vindo dos respectivos campeonatos de F3.

Nas primeiras três etapas, Carbone nem sequer pontuou. Mas conquistou dois top-5 em Silverstone, até que a categoria chegou na Hungria, onde ele largou na pole e obteve uma vitória. Nesse momento, o time já tinha sido abraçado pela Ultimate, já que a fusão não tinha dado muito certo.

Carbone ainda triunfo em provas nas etapas de Nurbrugring e do Estoril para terminar a temporada em terceiro. O campeão foi Giedo van der Garde, que anos mais tarde chegaria à F1.

Em 2008, o brasileiro também enfrentou um grid mais forte que de Fittipaldi. Eram em média 26 carros por etapa, incluindo pilotos como Miguel Molina (hoje no WEC), Mikhail Aleshin (Indy), Esteban Guerrieri (WTCC), Robert Wickens (DTM), Charles Pic (ex-F1) e Bertrand Baguette (ex-Indy).

Fittipaldi, no grid de 12 carros da World Series, tem como principal adversário o russo Egor Orudzhev.

E como parece haver um degrau de qualidade desses dois pilotos para o restante do grid, a chave para o título pode ser as corridas em que eles não pontuem, como por problemas mecânicos por exemplo. Afinal, com menos carros competitivos, é muito mais difícil descontar pontos para o rival, fora quando houver abandonos.

Daí Fittipaldi sai com a vantagem, uma vez que Orudzhev foi desclassificado da primeira bateria em Silverstone porque seu carro estava abaixo do peso mínimo.

A World Series agora volta à pista no supermês de maio, com três etapas em quatro fins de semana. A próxima acontece em Spa-Francorchamps nos dias 5 e 6.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos de Pietro Fittipaldi em Silvestone, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial neste fim de semana.

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