Se houve alguma pressa após o GP da Austrália para dizer que não haveria ultrapassagens na F1 2017, depois da corrida da China houve a mesma euforia, embora agora para falar que as disputas estão de volta – e sem a asa traseira móvel.

Afinal, tivemos uma corrida cheia de disputas por posição, envolvendo quase todos os pilotos do grid, e com destaque para as manobras de Sebastian Vettel e Max Verstappen, na saída do caracol das primeiras curvas.

Mas mesmo com toda essa empolgação (houve até toque de pneu com pneu entre Vettel e Daniel Ricciardo), talvez seja cedo demais para cravar o que vai acontecer no resto do ano. Do mesmo jeito que a estreia dos novos carros em um circuito reconhecidamente travado na Austrália era certeza de poucas emoções, uma etapa com asfalto frio (e até molhado no começo) e com pontos para ultrapassar, como é Xangai, é exceção.

A tendência da F1 2017 deve ser justamente essa: corridas sem disputas por posições em pistas como Barcelona, Suzuka e os circuitos de rua, e provas mais empolgantes onde há grandes retas, além de Spa, Monza e Áustria.

O GP da China também serviu para quebrar alguns mitos que ficaram de Melbourne. Por exemplo, falavam que os carros não conseguiam ficar a uma distância menor que 2s com relação ao adversário da frente. Mentira, em Xangai o que não faltou foram carros próximos, e ninguém destruiu os pneus por causa disso.

Também acabou o mito de que haveria paradas nos boxes só na última volta. Ainda que o desgaste da borracha não seja grande, até em termos de estratégia é inviável ficar tanto tempo na pista. Pode até acontecer em uma corrida ou outra, mas via de regra em algum momento o gasto do pneu passa a compensar os cerca de 20s perdidos nos boxes para colocar um set mais novo.

Só dois mitos continuam: Lance Stroll não vai passar uma corrida este ano sem errar, e a McLaren nunca vai ter um fim de semana tranquilo, sem problemas mecânicos. Esses ainda devem durar mais algum tempo.

Outra certeza que fica após duas corridas é que neste ano a disputa não vai ficar com uma equipe só. Após duas corridas a Mercedes é o melhor carro, mas a Ferrari não está muito atrás. E a Red Bull pode entrar na briga vez ou outra. O resto é GP2 nesse momento.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos do GP da China, assim com os das principais categorias do automobilismo mundial neste fim de semana.