O GP da Austrália foi bom?

Afinal o GP da Austrália de F1 foi bom ou ruim?

Se você for Lewis Hamilton, foi ruim. Para todas as outras pessoas, ele foi bom, porque aconteceu exatamente o que todo mundo queria: a Mercedes perdeu em condições normais. Melhor ainda que tenha sido para a Ferrari de Sebastian Vettel, que trouxe o combo de hinos alemão e italiano para serem ouvidos no final da transmissão.

O pulo de Vettel aconteceu ainda nas primeira voltas. Apesar de a expectativa fosse de a Mercedes conseguir cuidar dos pneus melhor que a Ferrari, aconteceu o oposto. O alemão não só não deixou Hamilton abrir como começou a cortar a diferença.

Nesse momento, o software de simulação de estratégia deve ter apontado que a melhor solução para ganhar a corrida seria antecipar a parada e voltar com pneus novos.

Como não há reabastecimento na F1 há anos, o piloto que para primeiro sempre leva vantagem com relação ao que fica na pista. Com pneus mais novos, ele consegue fazer voltas mais rápidas que quem está com os compostos mais desgastados.

Só que o software de simulação de estratégia não deve ter levado em conta o fator Max Verstappen. Veja só. Fosse com os carros do ano passado, menores e menos impossíveis de ultrapassar, superar o holandês da Red Bull já seria uma tarefa para lá de complicada. Com os carros gigantes deste ano, mais velozes e que só ultrapassam retardatário, é impossível.

Comicamente, a Mercedes não pensou por esse lado, e viu Vettel voltar dos boxes na frente dos dois. Como os carros atuais não ultrapassam, fim de jogo.

Aliás, por falar em ultrapassagem, entre a segunda e a última volta houve apenas duas na corrida toda: Lance Stroll fez uma logo no começo da corrida, até porque tem um carro melhor que McLarens e Saubers, enquanto Esteban Ocon e Nico Hulkenberg ficaram lado a lado com Fernando Alonso pouco antes de o espanhol abandonar no fim da prova.

Não que as últimas etapas em Albert Park tenham realmente sido marcadas por muitas passagens (a do ano passado, mesmo, foi definida nos boxes, mas com derrota da Ferrari), mas em termos de competitividade foi pouca.

Mas ainda é cedo para dizer se estamos diante de algum estado de calamidade competitiva.

Os próximos GPs são na China e no Bahrein, onde as retas intermináveis, de cerca de 1 km, devem permitir que a asa traseira móvel seja mais efetiva. A própria FIA afirmou que vai esperar e ver o que acontece em Xangai antes de anunciar alguma mudança para aumentar as ultrapassagens.

É bom esperar, até porque a primeira corrida do ano pode significar um ponto fora da curva, com as equipes querendo arriscar menos e, portanto, tendo menos disputas.

Mas, pelo que aconteceu em Melbourne, se não houver mudanças, GPs como Espanha, Inglaterra, Hungria, Japão e até mesmo Brasil podem ser marcados por um tédio tremendo, ainda pior que os dos últimos anos.

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