A nova F3 Brasil

É elogiável a F3 Brasil, com todas as incertezas que viveu desde o fim da temporada passada, ter conseguido colocar um grid de 13 carros na abertura da temporada 2017, neste fim de semana, em Curitiba.

Muito mudou na categoria desde a penúltima etapa de 2016, em Goiânia, quando apenas seis carros alinharam. Desde então, a F3 não é mais gerida pela Vicar e não faz mais parte dos fins de semana da Stock Car.

No lugar, as equipes se juntaram em uma associação – Anef –, que fechou um acordo com a Porsche Cup, com quem dividirá as pistas nas etapas realizadas no país. Também passou a ser assessorada por Carlos Col, ex-homem forte da Vicar.

A outra mudança, maior, foi o fim da F3 Light, que se tornou F3 Academy. A alteração é um reflexo do que acontece na Europa, onde, com a chegada da F4, pilotos de 15 anos já podiam competir em monopostos.

Como é preciso ter 16 para competir na F3 (independentemente de ser com um equipamento defasado ou não), a solução encontrada foi transformar a divisão Light em uma categoria escola. Ou seja, além das corridas, os pilotos terão aulas sobre os carros, sobre o automobilismo e sobre a carreira (como se comportar com possíveis patrocinadores/imprensa etc).

Categorias escola podem admitir pilotos de 15 anos, fazendo com quem está no kartismo possa fazer logo a transição para os monopostos.

A lógica é simples. Não fazia muito sentido um piloto de 16 anos correr na F3 Light, como primeiro passo da carreira dele no automobilismo. Poderia ir logo para a Europa, disputar a F4 e, aos 16 ou 17, chegar à F3 com muito mais experiência.

Como consequência, a divisão Light foi se esvaziando. Na etapa de Goiânia do ano passado, por exemplo, o único competidor foi Dennis Dirani, puxado do Brasileiro de Turismo apenas para aumentar o grid.

Na abertura da F3 Brasil 2017, foram sete carros na divisão de acesso, incluindo o badalado Marcel Della Coletta e Pedro Goulart, vencedor da bolsa da CBA para F3.

O problema de aumentar a Academy/Light é que estamos falando de um equipamento muito antigo. O F301 foi construído em 2001, mesmo ano em que Marcel Della Coletta nasceu. Esses carros quebram com certa frequência e dá até para questionar o quão eficiente são no desenvolvimento de um piloto.

Outro ponto negativo é que o grid em si da divisão principal não cresceu muito. Foram seis carros agora em Curitiba contra cinco em Goiânia (em 2015 chegou a 12). E dentre esses seis estão Leonardo de Souza, que todos os anos disputa algumas etapas do certame com a própria equipe, e Vitor Baptista, que correu na World Series no ano passado e, segundo a organização da F3, servia como parâmetro nessa etapa para os demais pilotos.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da F3 Brasil em Curitiba, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no último fim de semana.

Anúncios

Um comentário sobre “A nova F3 Brasil

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s