Por que as categorias de base estão com grids pequenos?

Com F2, World Series, F-Renault Eurocup e F4 Inglesa testando nesta semana, dá para perceber que na maior parte das categorias de base os grid estão ficando mais enxutos em 2017.

A F2, por exemplo, perdeu a Carlin desde o fim do ano passado, e a World Series teve 12 carros confirmados nos testes em Aragón. Em outros certames que estão de folga nesta semana, a Koiranen ainda não anunciou nenhum piloto para a GP3, categoria que pode se fundir com a F3 Euro (outra que sofre com poucos carros há dois anos), em 2019. (Sem falar que, nos EUA, Pro Mazda e Indy Lights têm poucos carros há anos).

Embora muitas vezes a explicação seja de que há categorias demais e elas estão muito caras, essa é apenas parte da resposta para os grids menores. É preciso olhar um pouco mais acima para entendermos o que está acontecendo.

Se levarmos em conta as duas principais categorias de monopostos do mundo, a F1 e a Indy, há apenas quatro novatos confirmados nelas em 2017. São três (Lance Stroll, Esteban Ocon e Stoffel Vandoorne) na F1, enquanto apenas Ed Jones na Indy.

Para que eles chegassem aos campeonatos não foi fácil. Vandoorne ocupa há quatro anos o posto de piloto júnior da McLaren, enquanto Stroll passou pela Academia da Ferrari e pela Williams, tendo sido campeão da F3 Euro no caminho. Ocon saiu do programa da Lotus, entrou na Mercedes e foi emprestado à Renault, tudo enquanto vencia a F3 Euro e GP3.

Jones, que é o atual campeão da Indu Lights, fez uso da bolsa dada ao vencedor do certame para correr pela pior equipe do grid na atual temporada.

Em comum tanto F1 quanto Indy perderam equipes para 2017, (Manor e KV, respectivamente) diminuindo o número de vagas disponíveis.

Assim, quando um piloto sai da F4 ou de uma F-Renault (campeonatos que têm mantido um bom número de participantes), ele tem ideia se terá chances reais de um dia correr na F1.

Ou seja, se está negociando para fazer parte do programa de pilotos de alguma equipe de F1 ou se conta com um patrocinador disposto a fazer qualquer investimento para que ele continue carreira. Do contrário para ser profissional, só se esse piloto for correr de protótipos ou GT.

E é esse o caminho que a maior parte dos jovens pilotos estão fazendo. Como as categorias de GT e de protótipos estão crescendo, há cada vez mais vagas para eles. As montadoras estão com equipes de fábrica cada vez maiores, enquanto os gentleman drivers sempre procuram o melhor piloto disponível para ganhar corridas.

E o resultado dessa busca muitas vezes é trazer alguém direto da F3 ou da F4.

Assim, não é muito difícil entender por que os grids estão ficando menores.Entre precisar desembolsar mais de 500 mil euros para correr em uma equipe mediana de F3 ou ter uma chance de ganhar dinheiro em uma ELMS ou Blancpain GT, a escolha que eles fazem é até que óbvia.

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